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Antônio de Queirós Teles | |||||
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Conde de Parnaíba | |||||
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Presidente Interino da Província de São Paulo | |||||
Reinado | 26 de abril de 1886 a 16 de julho de 1886 | ||||
Antecessor(a) | João Alfredo Correia de Oliveira | ||||
Sucessor(a) | Elias Antônio Pacheco e Chaves | ||||
Presidente da Província de São Paulo | |||||
Período | 26 de julho de 1886 a 19 de novembro de 1887 | ||||
Predecessor(a) | Elias Antônio Pacheco e Chaves | ||||
Sucessor(a) | Rodrigues Alves | ||||
Dados pessoais | |||||
Nascimento | 16 de agosto de 1831 Jundiaí, Província de São Paulo, ![]() | ||||
Morte | 6 de maio de 1888 (56 anos) Campinas, Província de São Paulo, ![]() | ||||
Sepultado em | Itu | ||||
Cônjuge | Rita M'bcy Tibiriçá Piratininga | ||||
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Pai | Antônio de Queirós Teles, 1º barão de Jundiaí | ||||
Mãe | Ana Leduína de Moraes Leme |

Antônio de Queirós Teles,[1] segundo barão e visconde com grandeza e primeiro e único conde de Parnaíba,[2] (Jundiaí, 16 de agosto de 1831 — Campinas, 6 de maio de 1888) foi um proprietário rural e político brasileiro.
História
[editar | editar código fonte]Oitavo filho do barão de Jundiaí e de Ana Leduína de Morais e irmão do barão do Japi, Joaquim Benedito de Queirós Teles[3] e da segunda baronesa de Jundiaí, Ana Joaquina do Prado Fonseca.[4]
Casou-se em 13 de junho de 1854 em Itu com Rita M'bicy Tibiriçá Piratininga (Itu, 28 de abril de 1841 – São Paulo, 26 de fevereiro de 1901), filha de João Tibiriçá Piratininga e Maria Antonia Camargo, sendo tia de Jorge Tibiriçá Piratininga. Com ela teve treze filhos, dentre os quais o engenheiro Antônio de Queirós Teles Júnior.
Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde matriculou-se em 1850, havendo se formado em 1854, tendo iniciado a carreira de advogado em Itu. Em 1855 iniciou na sua carreira de político, tendo sido eleito à assembleia provincial por três biênios, de 1856 a 1861. Ocupou a presidência de Itu. Seu mais alto cargo foi o de presidente da Província de São Paulo, de 26 de abril a 16 de julho de 1886 e de 26 de julho de 1886 a 19 de novembro de 1887.
Sempre se mostrou preocupado e interessado no tema da imigração e colonização do interior da província. A Hospedaria de Imigrantes da capital de São Paulo, foi construída e inaugurada sob a presidência do Conde de Parnaíba, em execução da Lei nº 56, de 21 de março de 1885, destinada a receber os imigrantes procedentes do estrangeiro ou de outros Estados da União.
Foi também presidente da Companhia de Estradas de Ferro Mogiana de 1873 a 1886.
Somente em novembro e dezembro de 1887 tomou parte da reunião dos lavradores paulistas para estabelecerem um prazo máximo de 3 anos para a libertação dos escravos. Esse prazo foi compreendido pelos abolicionistas de São Paulo como uma afronta. Até então, durante a presidência da província de São Paulo, Parnaíba havia colaborado intensamente para a repressão às fugas de escravos, assim como às atividades abolicionistas. Nesses momentos finais da existência do cativeiro, os conflitos entre escravocratas e abolicionistas intensificaram-se em todo o Império, marcados, principalmente, pela orientação política repressora do então gabinete presidido pelo Barão de Cotegipe (1885–1888).
Seus títulos nobiliárquicos recordam a chegada do caminho de ferro da Mogiana às cercanias do Rio Parnaíba, cidade de Santana de Parnaíba, São Paulo. Foi Comendador da Ordem da Rosa.
O título de Barão foi-lhe concedido em 31 de dezembro de 1880, tendo sido elevado a Visconde, com Grandeza, em 7 de maio de 1887 e a Conde em 3 de dezembro de 1887 (D. Pedro II).
Faleceu em virtude da febre amarela, contraída no Rio de Janeiro, onde havia ido acompanhar um filho que seguia para a Europa. Foi sepultado em Itu.
Homenageado em Jundiaí com a Rua Conde de Parnaíba e com a Escola de Educação Conde de Parnaíba, uma das mais antigas escolas públicas da cidade, em Itu/SP com uma praça e em Conchal/SP com uma rua.
Genealogia
[editar | editar código fonte]- [1] 7-10 Dr. Antônio de Queirós Teles, formado em direito, foi um prestigioso cidadão, influência política no partido conservador no regime passado, pelo que ocupou o cargo de presidente da província de S. Paulo. A seus esforços, principalmente, se deve a construção da estrada de ferro da Companhia Mogiana, de que foi por muitos anos diretor; por seus serviços à causa pública recebeu do governo imperial o título de conde de Parnaíba; foi casado com Rita Mbicy Tibiriçá de Queirós Teles, condessa consorte de Parnaíba, falecida em 1901, filha de João Tibiriçá Piratininga e de Maria Antonia de Camargo. V. 5.º pág. 42. Faleceu em Campinas vitimado pela febre amarela que tinha contraído no Rio de Janeiro, e teve:
- 8-1 Dr. Antônio de Queirós Teles casado com Evangelina da Fonseca Queirós f.ª do Dr. Francisco Emídio da Fonseca Pacheco e de Anna de Almeida Prado. V. 3.º pág. 101. Teve:
- 9-1 Antônio de Queirós Teles Júnior.
- 8-2 Jenny de Queiróz Teles casada com Urbano de Moraes Bueno, teve sete filhos.
Bibliografia
[editar | editar código fonte]- ↑ [2][ligação inativa]
- AMARAL, Tancredo do – A História de São Paulo ensinada pela biographia dos seus vultos mais notáveis, Alves & Cia. Editores, 353 pp., 1895
- ZUQUETE, Afonso Eduardo Martins – Nobreza de Portugal e do Brasil, Editorial Enciclopédia Ltda., Lisboa - Rio de Janeiro, 1961
- PIRES, Mario Jorge – Sobrados e Barões da Velha São Paulo, Editora Manole, 2006
Referências
Ligações externas
[editar | editar código fonte]- A Nobreza Brasileira de A a Z – [3]
Precedido por João Alfredo Correia de Oliveira |
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Sucedido por Elias Antônio Pacheco e Chaves |
Precedido por Elias Antônio Pacheco e Chaves |
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