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Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque

Holanda Cavalcanti
Visconde de Albuquerque
Ministro da Fazenda do Brasil
Período3 de novembro de 1830 a 5 de abril de 1831
Antecessor(a)José Antônio Lisboa
Sucessor(a)Manuel Jacinto Nogueira da Gama
Período3 agosto de 1832 a 13 de setembro de 1832
Predecessor(a)Joaquim José Rodrigues Torres
Sucessor(a)Nicolau Pereira de Campos Vergueiro
Período2 de maio de 1846 a 17 de maio de 1847
Predecessor(a)Manuel Alves Branco
Sucessor(a)José Joaquim Fernandes Torres
Período30 de maio de 1862 a 8 de abril de 1863
Predecessor(a)Dias de Carvalho
Sucessor(a)Miguel Calmon du Pin e Almeida
Ministro dos Negócios do Império do Brasil e Administrador do Rio de Janeiro
Período3 de agosto de 1832 a 13 de setembro de 1832
Predecessor(a)Diogo Antônio Feijó
Sucessor(a)Nicolau Pereira de Campos Vergueiro
Dados pessoais
Nascimento21 de agosto de 1797
Cabo, Pernambuco,
Brasil Colonial
Morte14 de abril de 1863 (65 anos)
Rio de Janeiro, Município Neutro, Império do Brasil Império do Brasil
Sepultado emCemitério São João Batista
Nome completo
Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque
CônjugeEmília Amália de Almeida e Albuquerque
Descendência
Luís de Holanda
Henrique de Holanda
Maria Emília de Holanda
Emília Amália de Holanda
Manuel Artur de Holanda
Antônio de Holanda
PaiFrancisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque
MãeMaria Rita de Albuquerque e Melo
Brasão

[1]Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque, o Visconde de Albuquerque (Engenho Pantorra, Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, 21 de agosto de 1797Rio de Janeiro, 14 de abril de 1863), foi um militar, senhor de engenho e político brasileiro.[2]

Haja vista o prestígio de sua família — cujos membros e aliados formavam uma bancada de 15 senadores em meados do século XIX —, diz-se que, se Dom Pedro II resolvesse formar uma dinastia brasileira, nenhum outro clã teria tanta estirpe para apresentar uma esposa quanto os Cavalcanti de Albuquerque de Pernambuco.[3] Foi um dos políticos mais poderosos do Brasil Império.

Concorreu na primeira eleição para a Regência Una com o Padre Diogo Antônio Feijó (que saiu vitorioso). Quando da renúncia de Feijó, assumiu o cargo de regente Araújo Lima, que venceu o pleito contra Holanda Cavalcanti, graças a articulações em meio a própria família Cavalcanti de Albuquerque, tendo assim que assumido, nomeado o primo Sebastião do Rego Barros, como Ministro da Guerra e o irmão do sogro Francisco de Paula Almeida e Albuquerque, como Ministro da Justiça. Após a saída dos dois do governo, Holanda Cavalcanti passou a articular a queda do governo no que ficou conhecido como Golpe da Maioridade.[4]

Integrou o chamado "Ministério dos Irmãos", composto pelos irmãos Cavalcanti (Holanda Cavalcanti e Francisco de Paula Cavalcanti) e os irmãos Andrada (Antônio Carlos e Martim Francisco), entre outros, que auxiliou o imperador D. Pedro II logo após o Golpe da Maioridade.[5]

Tendo liderado o gabinete durante o período de 1846 e 1847. Período em que também acumulou as pastas da Marinha, Guerra e Fazenda sob seu comando. Saindo da liderança pouco antes da criação da monarquia parlamentar, por discordar da nomeação de aliados do Partido da Praia no governo de Pernambuco.[6]

Família e juventude

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Era filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Rita de Albuquerque Melo, e irmão dos viscondes de Suassuna e Camaragibe e do barão de Muribeca. Neto paterno de Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque (coronel) e de Filippa Cavalcanti de Mello. Neto materno de Antônio de Holanda Cavalcanti de Albuquerque (tenente-coronel da Guarda Nacional do regimento de Sirinhaém) e de Maria Manuela de Melo. Era também primo em primeiro grau do conde da Boa Vista, do barão de Ipojuca e do conselheiro Sebastião do Rego Barros.

Armas do Visconde de Albuquerque, as mesmas das famílias Albuquerque e Cavalcanti.

Casou-se em 20 de outubro de 1829 no Rio de Janeiro com Emília Amália de Almeida e Albuquerque, filha do conselheiro e senador Manuel Caetano de Almeida e Albuquerque. Tiveram filhos:[7]

Atividades militares

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Aos dez anos foi cadete, sendo oficial do exército promovido mais tarde a tenente-coronel,[2] posto em que foi reformado, em 9 de novembro de 1832.

Em 1816 passou de Pernambuco ao Rio de Janeiro, de onde seguiu para Moçambique como ajudante de ordens do governador e capitão-general da capitania de Moçambique, José Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, seu tio. De volta ao Rio de Janeiro, seguiu para Macau nomeado lente do segundo ano da Escola Real de Pilotos, em aviso de 12 de junho de 1819, e sargento-mor do batalhão do Príncipe Regente. Voltou ao Brasil definitivamente em 1824.

Atividades políticas

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Depois da Independência Brasileira, militou na política da sua pátria.[2] Foi eleito deputado[2] geral por sua província na 1ª legislatura, de 1826 a 1829, na 2ª e 3ª de 1830 a 1837. Foi senador[2] do Império do Brasil, de 1838 a 1863.

Em 3 de novembro de 1830 foi nomeado ministro e secretário de estado dos negócios da Fazenda; em 1 de agosto de 1832 foi nomeado ministro do Império e da Fazenda; em 24 de julho de 1840, ministro da Marinha; de 23 de maio de 1844 a 29 de abril de 1847, ministro da Marinha, da Fazenda e da Guerra; e, em 30 de maio de 1862, ministro da Fazenda, cargo que ocupava quando de seu falecimento (ver Gabinete Olinda de 1862).

Serviu de conselheiro do Estado para o que foi nomeado extraordinário em 14 de setembro de 1850 e ordinário em 20 de agosto de 1859. Em 20 de agosto de 1840 foi nomeado Gentil-Homem da Imperial Câmara.[19]

Recebeu o título de 1.º Visconde com grandeza de Albuquerque em 2 de dezembro de 1854.[2]

Atividades maçônicas

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Em 3 de dezembro de 1837, em substituição a José Bonifácio de Andrada e Silva, foi eleito Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, cargo que ocupou até 1850, quando então o passou a Miguel Calmon du Pin e Almeida (Marquês de Abrantes).

Desempenhou cargos de relevo no Grande Oriente de Portugal, nomeadamente o de seu representante junto da Maçonaria Brasileira em 1858.[20]

O Visconde de Albuquerque faleceu de hepatite aos 65 anos de idade, já viúvo. Seu corpo foi sepultado no Cemitério de São João Batista.[21]

Referências

  1. «Senador Holanda Cavalcanti - Senado Federal». www25.senado.leg.br. Consultado em 24 de maio de 2025 
  2. a b c d e f António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques. Dicionário de Maçonaria Portuguesa. [S.l.: s.n.] pp. Volume I. Coluna 33 
  3. «História do Brasil para Ocupados». Google Livros. Consultado em 4 de maio de 2017 
  4. «Regência Una de Diogo Feijó (1835-1837)». Alunos Online. Consultado em 4 de maio de 2017 
  5. «Ministério da Maioridade». MultiRio. Consultado em 2 de julho de 2019 
  6. Henrique Fontes Cadena, Paulo (31 de janeiro de 2011). «Ou há de ser Cavalcanti, ou há de ser cavalgado : trajetórias políticas dos Cavalcanti de Albuquerque (Pernambuco, 1801-1844)». repositorio.ufpe.br. Consultado em 24 de maio de 2025 
  7. «Obituário». Hemeroteca Digital Brasileira. Correio Mercantil. 20 de abril de 1863. p. 3. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  8. «Gazeta de Noticias (RJ) - 1890 a 1899». Hemeroteca Digital Brasileira. Gazeta de Notícias. 19 de julho de 1894. p. 1. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  9. «Folha Diaria (RJ) - 1890 a 1891». Hemeroteca Digital Brasileira. O Brazil. 10 de junho de 1890. p. 3. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  10. «Jornal do Commercio (RJ) - 1860 a 1869». Hemeroteca Digital Brasileira. Jornal do Commercio. 24 de outubro de 1867. p. 3. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  11. a b «Esboço biographico do finado Dr. Henrique de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque, por seu amigo e collega Dr. José Victorino da Costa». Hemeroteca Digital Brasileira. Gazeta Médica do Rio de Janeiro. 15 de setembro de 1832. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  12. «Noticias Diversas». Hemeroteca Digital Brasileira. Correio Mercantil. 2 de agosto de 1862. p. 1. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  13. «Obituario». Hemeroteca Digital Brasileira. Correio Mercantil. 3 de agosto de 1862. p. 3. Consultado em 11 de janeiro de 2018 
  14. «Correspondências». Hemeroteca Digital Brasileira. Jornal do Commercio. 22 de novembro de 1889. p. 2. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  15. «Revista Diária». Hemeroteca Digital Brasileira. Diário de Pernambuco. p. 2. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  16. FamilySearch.org. Paróquia São Francisco Xavier, Matrimônios 1863-1870. p. 10 https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:939F-GN23-P?i=10&wc=M6ZY-S29%3A131775101%2C131775602%2C143143801&cc=1719212. Consultado em 11 de agosto de 2018  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  17. «A morte do Barão de Albuquerque em Paris». Hemeroteca Digital Brasileira. A Noite. p. 1. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  18. «Ministério da Guerra». Hemeroteca Digital Brasileira. Diário do Rio de Janeiro. p. 1. Consultado em 11 de agosto de 2018 
  19. HARING, Guilherme Carlos. Almanaque da Corte e Província do Rio de Janeiro para o Ano Bissexto de 1864. Editores: Eduardo & Henrique Laemmert. Rio de Janeiro, p. 52]
  20. António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques. Dicionário de Maçonaria Portuguesa. [S.l.: s.n.] pp. Volume I. Coluna 33-4 
  21. Diário do Rio de Janeiro, 17/4/1863, p. 1

Ligações externas

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Precedido por
José Antônio Lisboa
Ministro da Fazenda do Brasil
1830 — 1831
Sucedido por
Manuel Jacinto Nogueira da Gama
Precedido por
Diogo Antônio Feijó
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
e
Administrador do Rio de Janeiro

1832
Sucedido por
Nicolau Pereira de Campos Vergueiro
Precedido por
Joaquim José Rodrigues Torres
Ministro da Fazenda do Brasil
1832
Sucedido por
Nicolau Pereira de Campos Vergueiro
Precedido por
Joaquim José Rodrigues Torres
Ministro da Marinha do Brasil
1840 — 1841
Sucedido por
Francisco Vilela Barbosa
Precedido por
Jerônimo Francisco Coelho
Ministro da Marinha do Brasil
1844 — 1847
Sucedido por
João Paulo dos Santos Barreto
Precedido por
Jerônimo Francisco Coelho
Ministro da Guerra do Brasil
1845 — 1847
Sucedido por
Antônio Manuel de Melo
Precedido por
Manuel Alves Branco
Ministro da Fazenda do Brasil
1846 — 1847
Sucedido por
José Joaquim Fernandes Torres
Precedido por
José Pedro Dias de Carvalho
Ministro da Fazenda do Brasil
1862 — 1863
Sucedido por
José Pedro Dias de Carvalho