Sua Majestade Cristianíssima (abreviado como S.M.C), foi um tratamento usado pelos soberanos legitimistas da França (reis da dinastia Bourbon). Este tratamento por conter um adjetivo que não se refere a qualquer patamar de nobreza.
História
[editar | editar código fonte]Sua Majestade Cristianíssima[1] tem a sua origem no longo e especial relacionamento entre a Igreja Católica e os francos. A França foi o primeiro estado moderno reconhecido pela Igreja Católica, e era conhecida como a "filha mais velha da Igreja". Clóvis I, rei dos francos, tinha sido reconhecida pelo papado como um protetor dos interesses de Roma. O título foi frequentemente atribuído aos reis franceses (embora em algumas ocasiões, alguns reis de outros reinos foram assim tratados pela Igreja) e passou a ser utilizado regularmente durante o reinado de Carlos VI de França. Com o seu filho, Carlos VII de França, foi reconhecido como um título hereditário e exclusivo dos reis de França. O papa Júlio II, que se aliou entre 1510 e 1513 com Henrique VIII de Inglaterra contra Luís XII de França, chegou a considerar transferir este título do monarca francês para o inglês, tendo chegado a elaborar um decreto papal para esse efeito que, no entanto, nunca chegou a ser publicado. Os reis franceses continuaram, assim, a usar o título, em especial nos documentos diplomáticos e, menos frequentemente, na França ou em linguagem comum.
Referências
- ↑ «Memória sobre os limites do Brasil com a Guiana Francesa» 🔗. academia.org.br. Consultado em 9 de abril de 2013