Serviço de Investigação Criminal | |
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Visão geral | |
Nome completo | Serviço de Investigação Criminal de Angola |
Sigla | SIC |
Fundação | 19 de agosto de 1960 (65 anos) |
Tipo | Polícia judiciária |
Subordinação | Governo de Angola |
Direção superior | Ministério do Interior |
Chefe | Director-Geral Eugénio Pedro Alexandre |
Estrutura operacional | |
Sede | Luanda![]() |
Página oficial | |
sic.gov.ao |
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) é uma das organizações policiais responsáveis pela repressão criminal através do exercício da investigação destinada a elucidar os delitos, apontando a autoria e determinando a materialidade em Angola, sendo vocacionada para o combate à grande criminalidade nomeadamente ao crime organizado, terrorismo, tráfico de estupefacientes, corrupção e criminalidade económica e financeira. O SIC angolano está integrado no Ministério do Interior, actuando sob orientação da Procuradoria-Geral da República.
Histórico
[editar | editar código fonte]Antes de 1929 não existiam, em Angola, órgãos de investigação criminal.[1] Os serviços policiais eram garantidos pelo "Corpo de Polícia da Província de Angola" (CPPA; actual Polícia Nacional), órgão organizado em 1 de março de 1923.[2] Cabe destacar que, na metrópole portuguesa, a Polícia Civil/Cívica é quem garantia a investigação criminal.[3]
Em 27 de julho de 1929 surge, pela primeira vez em Angola, o provimento dos cargos de agentes de investigação integrados "Corpo de Polícia de Segurança Pública da Colónia de Angola" (reorganização da CPPA), organizados na nova "Secção de Polícia de Investigação Criminal".[3]
Em 19 de agosto de 1960, pelo Decreto-Lei n.º 43125, cria-se a "Polícia Judiciária de Angola" (PJA) — na prática uma recriação da Polícia Cívica Angola, já que esta manteve-se até 1877 no território angolano, sem, contudo, estruturar um departamento de investigações criminais.[3] Porém, a PJA torna-se a primeira organização policial autônoma totalmente especializada no exercício da investigação destinada a elucidar os delitos, apontando a autoria e determinando a materialidade.[3] Assim, considera-se que a SIC passou a ser organismo efetivamente fundado e autônomo nesta data.[3]
Em janeiro de 1975, no Conselho Presidencial do Governo de Transição, a Polícia Judiciária integra-se no Ministério da Justiça, permanecendo nesta organização até 1978.[1] Neste período foram admitidos 80 novos profissionais, majoritariamente angolanos negros, através de concurso público.[1] Foi ministrado um curso de admissão dos novos quadros nacionais.[1] Em 28 de novembro de 1975, tomaram posse os aprovados no curso de admissão os novos agentes da PJA.[1] Ficou confirmado também o nome de Óscar Alexandre Gomes da Silva como primeiro comandante-geral no pós-independência, um goês-angolano que já liderava a PJA desde janeiro de 1975.[4][1] Como seu auxiliar direto foi nomeado o angolano Valmiro da Cruz Verdades.[1]
Em 26 de maio de 1978, por intermédio da Lei nº 12/78, é criado o Laboratório Central de Criminalística (LCC) da PJA.[1] Em 12 de setembro de 1978 a PJA sai da estrutura hierárquica do Ministério da Justiça e passa a ser integrada na Secretaria de Estado da Ordem Interna (actual Ministério do Interior).[1]
Em 1981 a PJA passa a ser denominada como Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC), ainda ficando na dependência directa Ministério do Interior.[1] Em 18 de setembro de 1981, pelo Decreto n.º 80/81, a DNIC é subdividida para dar origem a Direcção Nacional de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas (DNIIAE).[1]
Em outubro de 1982, na 51ª Sessão da Assembleia Geral, realizada na Espanha, a República de Angola aderiu a OIPC-Interpol.[1] Os principais responsáveis pela candidatura e adesão foram o Ministro do Interior Alexandre Kito e o Director da DNIC Bartolomeu Feliciano Ferreira Neto.[1]
Em 21 de junho de 1986 a DNIC, a DNIIAE e o LCC do Ministério do Interior são integrados, na Polícia Popular de Angola.[1] Esta organização foi confirmada no novo Estatuto Orgânico da Polícia Nacional (PN; novo nome da Polícia Popular), aprovado em 11 de junho de 1993.[3]
Em 18 de agosto de 2014, pelo Decreto Presidencial n.º 209/14, a DNIC torna-se novamente autônoma da PN, passando a denominar-se Serviço de Investigação Criminal (SIC).[5]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n «Historial do Serviço de Investigação Criminal em Angola». SIC. 2014
- ↑ Carlos Serafim Ventura Neto (24 de abril de 2015). Direito Policial em Angola: Breve Reflexão (PDF). Lisboa: Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna
- ↑ a b c d e f «Polícia Nacional Angolana - Factos Históricos». Luanda: Comando Geral da Polícia Nacional. 28 de fevereiro de 2011
- ↑ «Óscar Gomes da Silva». WOOK. Dezembro de 2016
- ↑ «SIC – Investigação Criminal». SIC. 2022