Sagui-de-geoffrey[1][2] | |
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Classificação científica ![]() | |
Reino: | Animalia |
Filo: | Chordata |
Classe: | Mammalia |
Ordem: | Primates |
Subordem: | Haplorhini |
Infraordem: | Simiiformes |
Família: | Callitrichidae |
Gênero: | Saguinus |
Espécies: | S. geoffroyi
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Nome binomial | |
Saguinus geoffroyi (Pucheran, 1845)
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Sinónimos | |
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Sagui-de-geoffrey (Saguinus geoffroyi) é um sagui do gênero Saguinus, encontrado no Panamá e na Colômbia. É predominantemente preto e branco, com a nuca avermelhada. Diurno, essa espécie passa a maior parte do tempo sobre as árvores, mas pode descer ao chão ocasionalmente. Vive em grupos entre três e cinco indivíduos, com um adulto de cada sexo. Sua dieta é variada, incluindo insetos, exsudatos, frutas e outras partes das plantas. Insetos e frutos compõem a maior parte da dieta, mas exsudatos também são importantes. Mas, como sua dentição não é adaptada para furar os troncos de árvores para obter exsudatos, essa espécie somente se alimenta disso quando está facilmenta disponível.
Embora uma variedade de sistemas de acasalamento exista neste sagui, o mais comum é a poliandria, com uma fêmea adulta e reprodutora copulando com vários machos do bando. A gestação dura cerca de 145 dias, e dão à luz a um ou dois filhotes por vez. Machos contribuem significativamente no cuidado com a prole. A maturidade sexual é alcançada com 2 anos de idade e podem viver até mais de 13 anos. O estado de conservação de S. geoffroyi é classificado como de "baixo risco" pela IUCN.
Taxonomia
[editar | editar código fonte]Como os outros saguis, Saguinus geoffroyi é um Macaco do Novo Mundo, da família Callitrichidae.[2] Em 2001, Colin Groves incluiu essa família dentro da família Cebidae, que contém os macacos-pregos e macacos-de-cheiro, mas em 2009 Anthony Rylands e Russell Mittermeier consideraram, novamente, Callitrichidae como uma família separada.[1][2] É um membro do gênero Saguinus, o gênero que contem grande parte das espécies de saguis.[1][2] Não há subespécies reconhecidas.[1] Em 1977, Philip Hershkovitz classificou S. geoffroyi como subespécie de Saguinus oedipus, que ocorrem exclusivamente na Colômbia, e baseou-se na coloração, morfologia cranial e mandibular, e tamanho da orelha.[5] Entretanto, pesquisas mais recentes indicam que esses dois táxons diferem significativamente para serem considerados espécies diferentes.[5][6]
Distribuição geográfica e habitat
[editar | editar código fonte]S. geoffroyi vive em diversos tipos de florestas, incluindo florestas primárias e florestas secundárias, e florestas secas ou sempre verdes..[7] No Panamá, prefere florestas secundárias com umidade moderada.[8] Ocorre na parte central e oeste do Panamá, com a ocorrência se estendendo sensivelmente a leste na zona do canal do Panamá.[5] É menos comum na costa do Oceano Atlântico do que na costa do Oceano Pacífico, e na primeira só é abundante perto da zona do canal, em áreas modificadas pelo homem.[5][8] Ocorre no Parque Natural Metropolitano, na Cidade do Panamá.[9] Na Colômbia, ocorre na costa do Pacífico, a oeste dos Andes, ao sul do rio San Juan.[5] Pensava-se que a fronteira mais ao leste na Colômbia era o rio Atrato, mas a espécie já foi registrada além desse rio, incluindo o Parque Nacional Las Orquídeas.[5] Older sources sometimes report the species occurring in southern Costa Rica, but these are most likely erroneous.[5][10]
Referências
- ↑ a b c d Groves, C.P. (2005). Wilson, D. E.; Reeder, D. M, eds. Mammal Species of the World 3.ª ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. pp. 111–184. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494
- ↑ a b c d Rylands AB, Mittermeier RA (2009). «The Diversity of the New World Primates (Platyrrhini)». In: Garber PA, Estrada A, Bicca-Marques JC, Heymann EW, Strier KB. South American Primates: Comparative Perspectives in the Study of Behavior, Ecology, and Conservation. [S.l.]: Springer. pp. 23–54. ISBN 978-0-387-78704-6 Erro no estilo Vancouver: wikilink (ajuda)
- ↑ Link, A.; Méndez-Carvajal, P.G.; Palacios, E.; Mittermeier, R.A. (2021). «Saguinus geoffroyi». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2021: e.T41522A192551955. doi:10.2305/IUCN.UK.2021-1.RLTS.T41522A192551955.en
. Consultado em 19 de novembro de 2021
- ↑ «Appendices | CITES». cites.org. Consultado em 14 de janeiro de 2022
- ↑ a b c d e f g Rylands, Groves, Mittermeier, Cortes-Ortiz & Hines (2005). «Taxonomy and Distributions of Mesoamerican Primates». In: Estrada, A.; Garber, P. A.; Pavelka, M.S.M.; Luecke, L. New Perspectives in the Study of Mesoamerican Primates: Distribution, Ecology, Behavior and Conservation. (PDF). Nova Iorque: Springer. pp. 29–79. ISBN 978-0-387-25854-6
- ↑ Moore, A. J., & Cheverud, J. M. (1992). «Systematics of the Saguinus oedipus group of the bare-face tamarins: Evidence from facial morphology» (PDF). American Journal of Physical Anthropology. 89 (1): 73–84. PMID 1530063. doi:10.1002/ajpa.1330890107. Consultado em 28 de novembro de 2008. Arquivado do original (PDF) em 2 de julho de 2010
- ↑ Rowe, N. (1996). The Pictorial Guide to the Living Primates. Charlestown, Rhode Island: Pogonias Press. p. 70. ISBN 0-9648825-0-7
- ↑ a b Moynihan, M. (1970). «Some Behavior Patterns of Playrrhine Monkeys II. Saguinus geoffroyi and Some Other Tamarins». Smithsonian Contributions to Zoology. 28: 1–76
- ↑ Schreck, K. (2007). Frommer's Panama. [S.l.]: Wiley Publishing, Inc. p. 121. ISBN 978-0-470-04890-0
- ↑ Wainwright, M. (2002). The Natural History of Costa Rican Mammals. [S.l.]: Zona Tropical. p. 126. ISBN 0-9705678-1-2