Rospide Netto
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Nascimento | 26 de novembro de 1938 Iraí |
Morte | 5 de junho de 2017 (78 anos) |
Cidadania | Brasil |
Ocupação | político |
Rodolfo Rospide Netto (Iraí, 26 de novembro de 1938, Porto Alegre, 05 de junho de 2019) foi um político, advogado, técnico em contabilidade, produtor rural[1] e empresário brasileiro.[2] Filho de Aurino Rospide e de Iracema Ramos Rospide.[1][2] Em 1963 formou-se bacharel em direito pela Faculdade Santo Ângelo.[1] No fim da vida, sofria de problemas cardíacos, mas a causa da morte não foi divulgada.[3] Foi velado na manhã do dia 06 de junho, no Palácio Farroupilha, e sepultado à tarde, no Cemitério Ecumênico João XXIII.[4]
Carreira política
[editar | editar código fonte]Rospide Netto entrou na vida política em 1962, quando foi eleito vereador no município de Três de Maio (RS) pela legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Com a extinção dos partidos políticos existentes e implantação do bipartidarismo no país — geradas pela edição do Ato Institucional Número 5 (AI-5) em 27 de outubro de 1965 — ingressou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), opondo-se ao regime militar. Em 1966 foi reeleito vereador, desta vez pelo MDB. Após os dois mandatos, em 1970, candidatou-se à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, sendo empossado em 1971 e reeleito por mais três mandatos, permanecendo no cargo até 1987. Durante seu terceiro mandato, houve o fim do bipartidarismo e a reorganização partidária. Em novembro de 1979 Rospide Netto filiou-se ao então PMDB (atual MDB).[1]
Em 1986 foi eleito deputado constituinte,[1] quando atuou como titular da Subcomissão do Sistema Eleitoral e Partidos Políticos, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições.[2] Durante seu mandato, votou em relação à reforma agrária, posicionando-se favorável no primeiro turno das votações, mas alterando o voto no turno final por se opor à desapropriação da propriedade produtiva.[1] Foi favorável ao rompimento de relações diplomáticas com países racistas, à unicidade sindical, à soberania popular e contrário à pena de morte, à criação de um fundo de apoio à reforma agrária, à legalização do jogo do bicho, e à estabilidade no emprego, entre diversos outros posicionamentos.[1]
Ao final da legislatura, em 1991, Rospide Netto deixou o cargo sem tentar reeleição. Em janeiro de 2006 voltou às atividades políticas, assumindo o cargo de superintendente geral da Assembleia Legislativa gaúcha, porém permaneceu na função por apenas quatro meses (janeiro a maio de 2006). Então secretário-geral do PMDB no Rio Grande do Sul, dedicou-se à campanha política do partido no Estado.[1]
Referências
- ↑ a b c d e f g h «Rospide Netto - CPDOC». CPDOC. Consultado em 2 de janeiro de 2018
- ↑ a b c «Rospide Netto». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 29 de setembro de 2018
- ↑ «Morre ex-deputado Rospide Neto, em Porto Alegre». GZH. 5 de junho de 2019. Consultado em 7 de julho de 2025
- ↑ Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (5 de junho de 2019). «Nota de pesar pelo falecimento do ex-deputado Rodolfo Rospide Neto». Assembléia Legislativa - Estado do Rio Grande do Sul. Consultado em 7 de julho de 2025