Rino Passigato
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Arcebispo da Igreja Católica | |
Núncio Apostólico emérito para a República Portuguesa | |
Título |
Arcebispo titular de Nova Caesaris |
Hierarquia | |
Papa | Leão XIV |
Atividade eclesiástica | |
Diocese | Diocese de Roma |
Nomeação | 8 de novembro de 2008 |
Predecessor | Alfio Rapisarda |
Sucessor | Ivo Scapolo |
Mandato | 2008 - 2019 |
Ordenação e nomeação | |
Ordenação presbiteral | 28 de junho de 1968 Diocese de Verona |
Nomeação episcopal | 16 de dezembro de 1991 |
Ordenação episcopal | 6 de janeiro de 1991 Basílica de São Pedro por Papa João Paulo II |
Nomeado arcebispo | 16 de dezembro de 1991 |
Dados pessoais | |
Nascimento | Bovolone, Itália 29 de março de 1944 (81 anos) |
Nacionalidade | italiano |
Funções exercidas | -Núncio Apostólico de Bruni (1991-1996) -Núncio Apostólico de Bolívia (1996-1999) -Núncio Apostólico de Peru (1999-2008) |
dados em catholic-hierarchy.org Arcebispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Rino Passigato (Bovolone, Itália, 29 de março de 1944) é um arcebispo católico italiano, Núncio Apostólico para a República Portuguesa entre 2008 e 2019.
Biografia
[editar | editar código fonte]Foi ordenado presbítero a 29 de junho de 1968, na Diocese de Verona, Itália.[1] Doutorou-se em Direito Canónico[2] e entrou no serviço diplomático da Santa Sé, em 1973, tendo servido nos Camarões, Austrália, Egito, Reino Unido e Estados Unidos.[3]
Em 16 de dezembro de 1991, foi nomeado arcebispo titular de Nova Caesaris e pro-núncio apostólico para o Burundi. A ordenação episcopal ocorreu a 6 de janeiro de 1992, na Basílica de São Pedro, presidida pelo Papa João Paulo II e teve como co-ordenantes os arcebispos Giovanni Battista Re, Substituto da Secretaria de Estado, e Josip Uhač, Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos.[1]
Em 18 de março de 1996, foi anunciado núncio apostólico para a Bolívia e em 17 de julho de 1999 foi transferido para o Peru. A 8 de novembro de 2008 sucedeu a Alfio Rapisarda nas funções de núncio apostólico para Portugal.[1][4]
As críticas começaram logo após o início do seu mandato em Portugal e a recusa de revelar os seus critérios para a seleção de novos potenciais candidatos a bispos para a Conferência Episcopal Portuguesa.[5]
Passagiato foi acusado pelo clero católico português de tomar decisões "deploráveis" e "desumanas" em relação aos assuntos da Santa Sé em Portugal. Bispos e clérigos portugueses acusaram o núncio de favorecer candidatos a bispo que são "tradicionalistas" e "orientados para a carreira", e de "não ouvir as pessoas".[5]
Tendo ele próprio atingido o limite de idade em 2019, a 4 de julho o papa aceitou sua renúncia.[6]
Foi agraciado com os graus de Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (11 de maio de 2010) e Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (6 de junho de 2019), ambos das ordens honoríficas portuguesas.[7]
Referências
- ↑ a b c «Catholic Hierarchy». Consultado em 6 de março de 2013
- ↑ «Anuário Católico». Consultado em 6 de março de 2013. Arquivado do original em 16 de outubro de 2013
- ↑ «IGREJA: HOMENAGEM AO SR. NÚNCIO APOSTÓLICO NOS 50 ANOS DE SACERDÓCIO». Salesianos Portugal. 12 de julho de 2018. Consultado em 16 de março de 2025
- ↑ «Santa Sé nomeia novo Núncio para Portugal». Notícias. 10 de novembro de 2008. Consultado em 16 de março de 2025
- ↑ a b «Bispos e padres acusam núncio em Lisboa de ser pouco humano e nada "franciscano"». Expresso. 14 de outubro de 2017. Consultado em 16 de março de 2025
- ↑ «Rinunce e nomine (continuazione)». press.vatican.va. Consultado em 16 de março de 2025
- ↑ «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "D. Rino Passigato". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 10 de outubro de 2019
Ligações externas
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Precedido por Angelo Sodano |
![]() Arcebispo titular de Nova César 1991 — |
Sucedido por (atual) |