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Revolta de Cumã

Imagem ilustrativa de Família Tupinambá

A Revolta de Cumã foi um motim indígena de etnia Tupinambá que durou, aproximadamente, de 1617 a 1621. Aconteceu na região correspondente ao Estado do Grão-Pará e Maranhão por conta de uma suposta intenção dos Capitães-mor do referido estado escravizarem todos os indígenas do local.

Outras nações europeias já faziam negócios com os indígenas da região, então os portugueses, em busca de total dominância das terras, se aliaram a algumas tribos indígenas para que, contando com a força nativa, pudessem expulsar essa concorrência. [1]

Em um primeiro momento os indígenas não se incomodavam com a troca de estrangeiros no local, mas, eventualmente, com o contato direto com esses “novos europeus” essa percepção parece ter mudado.[2]

Brasão da Família Parente

Em Cumã, região próxima a São Luís (MA), inicia-se uma sanguinária revolta após um líder Tupinambá chamado Amaro ler uma carta em voz alta para outros de sua comunidade onde, supostamente, o  Capitão-Mor do Grão-Pará, Francisco Caldeira Castelo Branco, propunha a Jerônimo de Albuquerque, Capitão-Mor do Maranhão, a escravização de todos os indígenas da região.[3]

No mesmo dia da leitura da carta foi tomada a fortaleza de Cumã, onde foram mortos 30 soldados portugueses. Não demorou muito até que a rebelião chegasse até o Pará. As táticas de guerrilha indígenas se mostraram muito eficazes[4] e difíceis de serem paradas, gerando um conflito de, aproximadamente, quatro anos.

A rebelião somente teve seu fim quando o Capitão de guerra, Bento Maciel Parente foi incumbido de derrotar os indígenas revoltosos. E assim o fez, perseguindo e matando os líderes do movimento e escravizando os demais envolvidos.[5]

Referências

DE CARVALHO JÚNIOR *, Almir Diniz . A revolta dos primeiros índios cristãos: guerra e conflitos na construção da Amazônia portuguesa – século XVII. 1. ed. Macapá: Universidade Federal do Amazonas, 2015. 31 - 44 p. v. 2.

  1. DE CARVALHO JÚNIOR *, Almir Diniz . A revolta dos primeiros índios cristãos: guerra e conflitos na construção da Amazônia portuguesa – século XVII. 1. ed. Macapá: Universidade Federal do Amazonas, 2015. 31 p. v. 2.
  2. DE CARVALHO JÚNIOR *, Almir Diniz . A revolta dos primeiros índios cristãos: guerra e conflitos na construção da Amazônia portuguesa – século XVII. 1. ed. Macapá: Universidade Federal do Amazonas, 2015. 33 p. v. 2.
  3. DE CARVALHO JÚNIOR *, Almir Diniz . A revolta dos primeiros índios cristãos: guerra e conflitos na construção da Amazônia portuguesa – século XVII. 1. ed. Macapá: Universidade Federal do Amazonas, 2015. 33 - 34 p. v. 2.
  4. DE CARVALHO JÚNIOR *, Almir Diniz . A revolta dos primeiros índios cristãos: guerra e conflitos na construção da Amazônia portuguesa – século XVII. 1. ed. Macapá: Universidade Federal do Amazonas, 2015. 36 - 38 p. v. 2.
  5. DE CARVALHO JÚNIOR *, Almir Diniz . A revolta dos primeiros índios cristãos: guerra e conflitos na construção da Amazônia portuguesa – século XVII. 1. ed. Macapá: Universidade Federal do Amazonas, 2015. 39 - 44 p. v. 2.

Ligações externas

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