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Praça da Mandioca

Praça da Mandioca
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A Praça da Mandioca, também conhecida como Praça Conde de Azambuja, localizada no centro histórico de Cuiabá, no estado de Mato Grosso, é um dos espaços públicos mais emblemáticos da cidade. Reconhecida por sua importância cultural e histórica, a praça tornou-se um reduto de manifestações artísticas, festividades e resistência social desde a sua fundação em 1727[1]. Atualmente, é um dos principais pontos culturais da capital mato-grossense, reunindo moradores, artistas e visitantes em um ambiente de convivência vibrante e repleto de história.[2]

A origem da praça deu-se no ano de 1727[1], durante o período colonial, quando a região era conhecida como "Largo do Sebo". Posteriormente, foi denominada "Largo da Mandioca", até receber oficialmente o nome de Praça Conde de Azambuja, uma homenagem a António Rolim de Moura Tavares, primeiro governador-geral de Mato Grosso após sua elevação à capitania. O nome popular "Mandioca" faz referência às antigas plantações e feiras de mandioca que ocorriam no local.

Durante o século XIX e início do século XX, a praça era rodeada por casarões coloniais e servia como espaço de encontros, festividades populares e práticas religiosas. No século XX, tornou-se um importante reduto da boemia cuiabana, sendo ponto de encontro de intelectuais, músicos e artistas locais. Nos anos 1980 e 1990, a Praça da Mandioca consolidou-se como um dos principais polos culturais da cidade, sendo palco de festas, apresentações teatrais e eventos musicais.[2]

A praça também carrega um profundo significado de resistência negra em Cuiabá. Durante o período escravocrata, a região foi um dos principais espaços de sociabilidade da população negra da cidade, incluindo ex-escravizados e seus descendentes. Atualmente, essa memória é resgatada por meio de eventos culturais e homenagens aos grupos afrodescendentes que ajudaram a moldar a identidade cuiabana.[3]

Nos últimos anos, a Praça da Mandioca passou por processos de revitalização e mudanças no perfil do público frequentador. O crescimento de bares e estabelecimentos comerciais no entorno trouxe novas dinâmicas ao espaço, gerando debates sobre preservação patrimonial e ocupação urbana.[4]

Localização

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A praça está situada no centro histórico de Cuiabá, próxima a pontos icônicos da cidade, como a Escadaria do Beco Alto, da Igreja Nosso Senhor dos Passos, do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá, do Casarão de Nhô-Nhô de Manduca, da Casa Barão de Melgaço, do Parque Morro da Luz, além dos casarões históricos do período colonial brasileiro. Sua localização privilegiada a torna um ponto de convergência para diversas atividades culturais e sociais. O fácil acesso por meio de transporte público e a proximidade com outras áreas históricas fazem da praça um local estratégico para a preservação da memória e da identidade cuiabana.[5]

Eventos e Cultura

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A Praça da Mandioca é um espaço que respira cultura e tradição. Diversos eventos são realizados no local ao longo do ano, atraindo tanto a população local quanto turistas. Entre os eventos mais emblemáticos, destacam-se:

Folia Cuiabana: Durante o Carnaval, a praça se transforma em palco para marchinhas, samba e pagode, reunindo foliões em celebrações animadas.[6]

Arraiá do Centro Histórico: Festa junina com forró, quadrilhas improvisadas e comidas típicas são realizadas na praça, mantendo viva a tradição das festividades populares.[7]

Importância para a Comunidade

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O local tem um significado especial para a população cuiabana, funcionando como um local de encontro, celebração e resistência cultural. Seu papel como um espaço de convivência intergeracional reforça sua relevância, permitindo que histórias, tradições e manifestações artísticas continuem vivas ao longo do tempo. Além disso, a praça é um símbolo da diversidade cuiabana, refletindo a identidade plural da cidade.[8]

Nos últimos anos, debates sobre segurança, gentrificação e preservação histórica têm sido levantados pela população e autoridades, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à manutenção do espaço como patrimônio cultural e social.[9]

Referências

  1. a b «A Casa das Pretas e a Praça da Mandioca foram Aula de Campo do Curso de História». Universidade Federal de Rondonópolis. Consultado em 24 de março de 2025 
  2. a b «Da elite colonial a reduto cultural, Largo vira referência turística». MidiaNews. Consultado em 24 de março de 2025 
  3. «Centro Histórico de Cuiabá: Praça da Mandioca e sua importância cultural». Virada Sustentável. Consultado em 24 de março de 2025 
  4. «Praça da Mandioca ganha novo público e desperta polêmicas». MidiaNews. Consultado em 24 de março de 2025 
  5. «Viva o feriado em Cuiabá: Confira as atrações da Praça da Mandioca». Prefeitura de Cuiabá. Consultado em 24 de março de 2025 
  6. «Praça da Mandioca recebe Folia Cuiabana 2024». Prefeitura de Cuiabá. Consultado em 24 de março de 2025 
  7. «Arraiá do Centro Histórico 2024». Prefeitura de Cuiabá. Consultado em 24 de março de 2025 
  8. «Praça da Mandioca e sua importância cultural para Cuiabá». MidiaNews. Consultado em 24 de março de 2025 
  9. «Debates sobre gentrificação e segurança na Praça da Mandioca». MidiaNews. Consultado em 24 de março de 2025 

Ligações externas

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