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Museu de Arte Contemporânea de Campinas

Nota: "MACC" redireciona aqui. Se procura o museu em Caracas, consulte: Museu de Arte Contemporânea de Caracas.
Fachada do MACC
Informações gerais
TipoGaleria de arte
Inauguração01 de setembro de 1965 (59 anos)
Proprietário(a)Prefeitura Municipal de Campinas
DiretorFlávia Balieiro Lodi[1]
Websitehttps://campinas.sp.gov.br/sites/macc
Geografia
PaísBrasil
CidadeCampinas, SP
LocalidadeAv. Benjamin Constant, n° 1633, Centro
Coordenadas22° 54′ 03,86″ S, 47° 03′ 29,94″ O
Mapa
Localização em mapa dinâmico

O Museu de Arte Contemporânea de Campinas "José Pancetti" (MACC) é uma galeria de arte do município de Campinas voltada à conservação, estudo e divulgação da arte contemporânea brasileira. Localiza-se no piso inferior do mesmo prédio ocupado pela Biblioteca Pública Municipal "Professor Ernesto Manoel Zink", localizado na Avenida Benjamin Constant, no centro de Campinas, município do interior do estado de São Paulo, no Brasil, especificamente na parte posterior do Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura Municipal.

Fundado em setembro de 1965, o MACC conserva um acervo de aproximadamente 660 peças, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e instalações de importantes artistas brasileiros. Também abriga exposições temporárias, atividades educativas e culturais.[2] Entre 1965 e 1977, foi a sede do Salão de Arte Contemporânea de Campinas, que teve 11 edições, tendo sido uma das mais tradicionais premiações voltadas à produção contemporânea do país, mas que infelizmente deixou de ter sucesso, não obstante as tentativas de reativação na década de 1980 e, mais tarde, em 2007, quando foi realizada a 14ª edição do evento, o qual até o momento não teve uma nova edição desde então.[3][4]

Antiga reivindicação de intelectuais e artistas campineiros envolvidos com o movimento contemporâneo nas artes plásticas, como Franco Sacchi, Geraldo Jürgensen e Thomas Perina - entre outros integrantes do Grupo Vanguarda -, o Museu de Arte Contemporânea de Campinas foi fundado em 1º de setembro de 1965, por ocasião da realização do 1º Salão de Arte Contemporânea de Campinas. Sua primeira diretora foi a professora Jacy Milani. A princípio, o museu funcionou no antigo edifício da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), localizado na avenida da Saudade.

Em 1973, uma doação do empresário e mecenas campineiro Roque Melilo permitiu a construção de um edifício anexo ao Palácio dos Jequitibás, sede do executivo municipal, para abrigar o museu no andar térreo, ficando o piso superior reservado à Biblioteca Pública Municipal. Em 1976, o MACC se transferiu para suas atuais instalações. Nesse mesmo ano, foi batizado com o nome do pintor modernista campineiro José Pancetti, célebre pelas marinhas e paisagens que realizou ao longo de sua vida.[5]

Para a formação do acervo, o MACC contou com doações de artistas e colecionadores particulares e com as aquisições feitas em salões e prêmios concedidos pela prefeitura, Câmara Municipal e por outras instituições públicas e privadas.

Salão de Arte Contemporânea de Campinas

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As premiações do Salão de Arte Contemporânea de Campinas, organizado desde sua primeira edição pelo museu, constituem, entretanto, a principal forma de ampliação do acervo.

O 13º Salão, realizado em 1988, é considerado um marco na história da instituição, pois a partir dessa edição o museu começa a se abrir às novas linguagens artísticas, como a videoarte e a arte eletrônica.[2]

Nas últimas duas décadas, as exposições temporárias do museu têm ganhado notoriedade, destacando-se as mostras dedicadas a Burle Marx (1990), Salvador Dalí (1998), Lasar Segall (2000), à arte brasileira no acervo da Pinacoteca do Estado (2005), entre outras.[5]

O MACC conta com um acervo de aproximadamente 750 obras, entre pinturas, esculturas e objetos tridimensionais, obras sobre papel, instalações, etc. A coleção aborda majoritariamente a produção contemporânea brasileira, do pós-guerra aos dias de hoje, abrangendo diversas correntes artísticas, da arte figurativa e do abstracionismo às tendências e experimentações eletrônicas mais recentes, além de um pequeno núcleo de arte moderna.

Entre os principais artistas representados no acervo, encontram-se Candido Portinari, Lasar Segall, Burle Marx, Bassano Vaccarini, Amélia Toledo, Sérgio Ferro, Luiz Paulo Baravelli, Claudio Tozzi, Ivald Granato, Cildo Meireles, Regina Silveira, Emanoel Araújo, entre outros.[2]

Referências

  1. VIEIRA, Cibele (2 de novembro de 2023). «Museu de Arte Contemporânea de Campinas passará por reforma». Correio Popular. Consultado em 23 de agosto de 2025 
  2. a b c INSTITUTO ITAÚ CULTURAL. «Museu de Arte Contemporânea José Pancetti». Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Consultado em 15 de julho de 2008 
  3. SANTOS, Raquel do Carmo (outubro de 2007). «O Salão que fez de Campinas pólo de referência em arte contemporânea» (PDF). Campinas: Jornal da Unicamp. Consultado em 23 de agosto de 2025 
  4. ODASHIMA, Carolina Tiemi (2010). Os Salões de Arte Contemporânea de Campinas na década de 1980 (PDF). Campinas: XVIII Congresso Interno de Iniciação Científica da UNICAMP. Consultado em 23 de agosto de 2025 
  5. a b CAMPINAS. «Histórico do MACC». Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Campinas. Consultado em 15 de julho de 2008. Arquivado do original em 6 de maio de 2008 

Ligações externas

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