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Miracatu

Miracatu
Município do Brasil
Hino
Gentílico miracatuense
Localização
Localização de Miracatu em São Paulo
Localização de Miracatu em São Paulo
Localização de Miracatu em São Paulo
Miracatu está localizado em: Brasil
Miracatu
Localização de Miracatu no Brasil
Mapa
Mapa de Miracatu
Coordenadas 24° 16′ 51″ S, 47° 27′ 36″ O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Municípios limítrofes Iguape, Pedro de Toledo, Ibiúna , Juquiá e Juquitiba
Distância até a capital 129 km
História
Fundação 6 de abril de 1872 (153 anos)
Emancipação 30 de novembro de 1938 (86 anos)
Administração
Prefeito(a) Vinícius Brandão de Queiroz (PL, 2025–2028)
Características geográficas
Área total [1] 1 000,736 km²
População total (estimativa IBGE/2024[2]) 18 679 hab.
Densidade 18,7 hab./km²
Clima Subtropical (Cfa)
Altitude 27 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[3]) 0,748 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 144 538,822 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 6 101,77

Miracatu é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população estimada em 2024 era de 18 679 habitantes. O município é formado pela sede, pelos distritos de Oliveira Barros, Pedro Barros e Santa Rita do Ribeira, e pelos povoados de Biguá e Musácea.[5][6]

Pré-colonial

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Os primeiros indícios de ocupação humana na atual região do município de Miracatu, remontam desde o início do período Holoceno, há mais de 9,000 anos AP. Possivelmente eram povos que viviam na região litorânea, construtores de sambaquis e que migraram ou expandiram em direção ao planalto, através do rio Ribeira de Iguape e seus afluentes. Seus vestígios podem ser encontrados nos inúmeros sítios concheiros (sambaquis fluviais) existentes por todo Vale do Ribeira e, seus construtores, ocuparam a região até meados do século VIII d.C.[7] Estes sítios arqueológicos representam a ocupação mais antiga que se conhece para o vale do Ribeira, representada por sítios caracterizados pela presença abundante de conchas de um gastrópode terrestre denominado Megalobulimus.[8]

Posteriormente, a região foi ocupada por grupos caçadores-coletores, cujos sítios, a céu-aberto ou em abrigos e grutas, são diagnosticados pela ocorrência de abundante material lítico (lascas, raspadores diversos e pontas-de-projétil bifaciais), produzido pela técnica de lascamento da pedra, sílex em especial. Mais de 70 sítios líticos foram registrados na região, geralmente ocupando as porções mais fundas dos vales intermontanos.[9]

Mais recentemente, a região foi ocupada por populações horticultoras, produtoras de cerâmica. Vários sítios arqueológicos foram encontrados na região, geralmente localizados em porções de relevo colinar, preferencialmente na média vertente. Associados às aldeias e acampamentos, ocorrem cemitérios constituídos por uma sucessão de montículos cônicos de terra e pedras, dispostas circularmente da base ao topo das elevações. As características gerais da cerâmica indígena, composta de vasilhas normalmente pequenas, de tipo em geral simples, feitas pela técnica do acordelamento e usando antiplástico de areia, permitem inseri-la na grande tradição ceramista meridional Itararé, associado aos grupos de língua Jê.[10] O único registro de grupos de língua tupi foi encontrado no município próximo de registro, com o seu material cerâmico associado à Tradição Tupiguarani.[11]

O município de Miracatu foi fundado em 1872, nas terras do francês Pierre Laragnoit, quando em julho de 1847, por um milhão de réis, Laragnoit comprou uma sesmaria de Domingos Pereira de Oliveira e sua esposa. O vilarejo que se formou à margem do Rio São Lourenço, emancipou-se de Iguape em 1938, tendo seu nome original, Prainha, substituído em 1944. O nome original, que o povoado ostentava desde 1830, deve-se à situação do povoado junto ao rio São Lourenço, onde aportavam canoas para o transporte de café, principalmente para Iguape. Este transporte, que também era feito pelo rio Ribeira, perdurou até 1914, “quando os trilhos da Sorocabana chegaram à região”.[12]

Formação territorial-administrativa

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Histórico da formação do município:[13][14]

  • Antigo povoado de Prainha.
  • Freguesia criada no município de Iguape pela Lei nº 35, de 06/04/1872.
  • Município criado pelo Decreto nº 9.775, de 30/11/1938.
  • Denominação alterada para Miracatu pelo Decreto-Lei nº 14.334, de 30/11/1944.
Estado de São Paulo (1938).

Localiza-se a uma latitude 24º16'53" sul e a uma longitude 47º27'35" oeste, estando a uma altitude de 27 metros.

O principal acesso a cidade é a Rodovia Régis Bittencourt (BR-116).[15]

Mata Atlântica em Miracatu.
Crescimento populacional
Ano População Total
194016 492
194621 97833,3%
195010 436−52,5%
19586 699−35,8%
196010 96263,6%
197014 13829,0%
198017 35922,8%
199118 9709,3%
200022 38318,0%
201020 592−8,0%
202218 553−9,9%
Est. 202418 679[17]0,7%
Fontes:[18][19][20][21]
Censos Demográficos IBGE e Estimativas SEADE

Dados demográficos

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Dados do Censo - 2000

População total: 31.383

(Fonte: IPEADATA)

Infraestrutura

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Comunicações

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Inauguração da central telefônica de Miracatu (1974).

O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade pela Companhia de Telecomunicações do Estado de São Paulo (COTESP) em 1974.[22] Já o sistema de discagem direta à distância (DDD) foi implantado em 1981 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), com o código de área (0138).[23]

Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (013), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.[24]

A concessionária de energia elétrica que atende o município é a Neoenergia Elektro, antiga CESP.[25]

O serviço de abastecimento de água é feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP).[26]

O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:[27]

Igreja Católica

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Igrejas Evangélicas

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Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:[29][30]

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 9 de setembro de 2018 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  6. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  7. FIGUTI, L. et al. Investigações Arqueológicas e Geofísicas nos Sambaquis Fluviais do Vale do Ribeira de Iguape, Estado de São Paulo. São Paulo, MAE/USP, 2004.
  8. BARRETO, C.N.G.B. A Ocupação Pré-Colonial do Vale do Ribeira de Iguape, SP: os sítios concheiros do médio curso. Dissertação de Mestrado. São Paulo, FFLCH-USP, 1988.
  9. DE BLASIS, P. D. Indicadores da Transição do Arcaico para o Formativo na Região Montanhosa do Médio Vale do Ribeira. In: M.C.TENÓRIO (Org.), Pré-História da Terra Brasilis. Rio de Janeiro, UFRJ, 1991: 273-284.
  10. GONZÁLEZ, E. M. R. Diversidade Cultural entre os Grupos Ceramistas do Sul-Sudeste Brasileiro: o caso do Vale do Ribeira de Iguape. In: M.C.TENÓRIO (Org.), Pré-História da Terra Brasilis. Rio de Janeiro, UFRJ, 1991: 293-306.
  11. SCATAMACCHIA, M. C. M. A Ocupação Tupi-Guarani do Estado de São Paulo: fontes etno-históricas e arqueológicas. DÉDALO, 23:197-221. 1984.
  12. SQUEFF, E. (Org.) A origem dos nomes dos municípios paulistas. São Paulo, CEPAM/Imprensa Oficial, 2003.
  13. «Municípios Paulistas». www.al.sp.gov.br. Consultado em 17 de fevereiro de 2025 
  14. Seade, Fundação. «Histórico da formação dos municípios do Estado de São Paulo». Fundação Seade. Consultado em 17 de fevereiro de 2025 
  15. «DER/SP: Mapas» (PDF). www.der.sp.gov.br. Consultado em 22 de maio de 2025 
  16. «Miracatu -- Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 23 de outubro de 2020 
  17. «Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação (2024) | IBGE». www.ibge.gov.br 
  18. «Censos Demográficos (1991-2022) | IBGE». ibge.gov.br 
  19. «Censos Demográficos (1872-1980) | IBGE». biblioteca.ibge.gov.br 
  20. «Evolução da população segundo os municípios (1872-2010) | IBGE» (PDF). geoftp.ibge.gov.br 
  21. «Biblioteca Digital Seade | Fundação Seade». bibliotecadigital.seade.gov.br 
  22. «Telesp vai servir mais 86 cidades do estado». Folha de S.Paulo. 12 de março de 1975. Consultado em 20 de julho de 2024 
  23. «Área de operação da Telesp». web.archive.org. 14 de janeiro de 1998. Consultado em 20 de julho de 2024 
  24. «Telesp - Código DDD e Prefixos». web.archive.org. 14 de janeiro de 1998. Consultado em 20 de julho de 2024 
  25. «Arsesp - Concessionárias de energia elétrica». www.arsesp.sp.gov.br. Consultado em 24 de março de 2025. Cópia arquivada em 28 de janeiro de 2025 
  26. «Arsesp - Perfil do setor de Saneamento Básico». www.arsesp.sp.gov.br. Consultado em 24 de março de 2025 
  27. O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
  28. «Sul 1 Region of Brazil [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 18 de maio de 2025 
  29. Cross, F. L.; Livingstone, E. A., eds. (1 de janeiro de 2009). «The Oxford Dictionary of the Christian Church». Oxford University Press (em inglês). ISBN 978-0-19-280290-3. Consultado em 18 de maio de 2025 
  30. «Tabela 2094: População residente por cor ou raça e religião». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 18 de maio de 2025 
  31. «Campos Eclesiásticos». CONFRADESP. 10 de dezembro de 2018. Consultado em 18 de maio de 2025 
  32. «Arquivos: Locais». Assembleia de Deus Belém – Sede. Consultado em 18 de maio de 2025 
  33. «Localidade - Congregação Cristã no Brasil». congregacaocristanobrasil.org.br. Consultado em 18 de maio de 2025 

Ligações externas

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O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Miracatu