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Franz von Stuck

Franz von Stuck
Franz von Stuck
Автопортрет, 1923
Nascimento Franz Ritter von Stuck
23 de fevereiro de 1863
Tettenweis
Morte 30 de agosto de 1928 (65 anos)
Munique
Sepultamento Waldfriedhof de Munique
Cidadania Alemanha, Reino da Baviera
Cônjuge Mary von Stuck
Alma mater
Ocupação escultor, pintor, professor universitário, arquiteto, professor, artista gráfico, exlibrist
Distinções
Empregador(a) Academia de Belas Artes de Munique
Obras destacadas Salome, O Pecado, Wilde Jagd
Movimento estético simbolismo
Assinatura
Assinatura de Franz von Stuck
O pecado de 1893

Franz Ritter von Stuck (23 de fevereiro de 186330 de agosto de 1928), nascido Franz Stuck, foi um pintor, escultor, gravador e arquiteto alemão. Stuck ficou mais conhecido por suas pinturas sobre a mitologia antiga, recebendo grande aclamação da crítica com O Pecado em 1892. Em 1906, Stuck recebeu a Ordem de Mérito da Coroa da Baviera e, a partir de então, foi conhecido como Ritter von Stuck.[1]

Vida e carreira

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Nascido em Tettenweis, perto de Passau,[2] Stuck demonstrou afinidade para desenho e caricatura desde cedo. Para iniciar sua formação artística, mudou-se em 1878 para Munique, onde se estabeleceria por toda a vida. De 1881 a 1885, Stuck frequentou a Academia de Munique.

Ele se tornou conhecido inicialmente por charges no Fliegende Blätter, além de vinhetas para programas e decoração de livros. Em 1889, expôs suas primeiras pinturas no Palácio de Vidro em Munique, conquistando uma medalha de ouro por O Guardião do Paraíso.[3]

Em 1892, Stuck cofundou a Secessão de Munique, e também executou sua primeira escultura, Atleta. No ano seguinte, obteve maior reconhecimento com o sucesso de crítica e público de sua obra mais conhecida, a pintura O Pecado. Ainda em 1893, Stuck recebeu uma medalha de ouro em pintura na World's Columbian Exposition em Chicago e foi nomeado professor real. Em 1895, começou a lecionar pintura na Academia de Munique.

Em 1897, Stuck casou-se com a viúva americana Mary Lindpainter e iniciou os trabalhos de concepção de sua própria residência e estúdio, a Villa Stuck. Seus projetos para a villa incluíam tudo, desde a planta até a decoração interna; pelos móveis que criou, Stuck recebeu outra medalha de ouro na Exposição Universal de 1900 em Paris.[4]

Com alta reputação pública à época, Stuck foi nobilitado em 9 de dezembro de 1905 e receberia outras honrarias públicas por toda a Europa no restante de sua vida. Permaneceu respeitado entre os jovens artistas como professor na Academia de Munique, mesmo quando seus estilos artísticos se tornaram fora de moda. Ao longo dos anos, teve alunos como Paul Klee, Hans Purrmann, Wassily Kandinsky, Alf Bayrle e Josef Albers.

Ele foi membro da International Society of Sculptors, Painters and Gravers.[5] Sua obra também fez parte do evento de escultura na competição de arte nos Jogos Olímpicos de Verão de 1928.[6]

Franz von Stuck faleceu em 30 de agosto de 1928, em Munique; seu discurso fúnebre o homenageou como "o último príncipe da arte dos grandes dias de Munique". Ele está sepultado no Munich Waldfriedhof, ao lado de sua esposa Mary.

A temática de Stuck era principalmente inspirada pela mitologia, influenciada pela obra de Arnold Böcklin. Formas grandiosas dominam a maioria de suas pinturas e indicam sua inclinação para a escultura. Suas sedutoras figuras femininas nuas são um exemplo notável do conteúdo simbolista em voga. Stuck atribuía grande importância às molduras de suas pinturas, geralmente projetando-as ele mesmo, com uso minucioso de painéis, entalhes dourados e inscrições, de modo que as molduras devem ser consideradas parte integrante do conjunto.

Kämpfende Amazone (Amazona em Combate), criada em 1897, de Stuck, adornou a Carinhall de Hermann Göring.[2]:87f

Quando Stuck faleceu, a importância de sua arte quase havia sido esquecida: seu trabalho parecia antiquado e irrelevante para a geração que vivenciou a Primeira Guerra Mundial. A reputação de Stuck permaneceu adormecida até o final da década de 1960, quando um renovado interesse pela Art Nouveau trouxe seu nome de volta à tona. Em 1968, a Villa Stuck foi aberta ao público; atualmente, funciona como um museu.

No livro The Psychopathic God: Adolf Hitler, de Robert Waite (1977), assim como em diversas outras fontes, observa-se que Franz Stuck era o pintor favorito de Hitler desde a infância.As pinturas de Stuck foram mencionadas por Carl Jung, que escreveu:

... Franz Stuck, cujas imagens de serpentes trazem títulos significativos como Vício, Pecado ou Luxúria (ver placa x). A mistura de ansiedade e luxúria é perfeitamente expressa na atmosfera abafada dessas pinturas,...[7]
  1. Regarding personal names: Ritter was originally a title, translated approximately as 'Sir' (denoting a knight). In 1919 all titles of nobility were abolished in Germany and Ritter, together with the noble particles von and zu, became part of the surname
  2. a b Anna Rosmus: Hitlers Nibelungen, Simone Samples, Grafenau 2015, pp.[falta página] ISBN 978-3-938401-32-3
  3. Chisholm, Hugh, ed. (1911). «Stuck, Franz». Encyclopædia Britannica (em inglês) 11.ª ed. Encyclopædia Britannica, Inc. (atualmente em domínio público) 
  4. Bracamonte, Micaela (8 de agosto de 1997). «Franz von Stuck: The Burgher-God of Jugendstil». The Wall Street Journal, European Edition. p. 7 
  5. «The International Society of Sculptors, Painters and Gravers». Mapping the Practice and Profession of Sculpture in Britain and Ireland 1851–1951. Glasgow University. Consultado em 31 de maio de 2013. Cópia arquivada em 1 de julho de 2013 
  6. «Franz Stuck». Olympedia. Consultado em 29 de julho de 2020 
  7. Jung, C. G. (1967). Symbols of Transformation 2nd ed. [S.l.]: Princeton University Press. p. 8. ISBN 978-0-691-09775-6 

Ligações externas

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O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Franz von Stuck