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Fluorita

Fluorita
Fluorita
Classificação Strunz III/A.08-10
Cor muito variavel (incolor, amarelo, róseo, verde)
Fórmula química CaF2
Ocorrência comum e amplamente distribuído
Propriedades cristalográficas
Sistema cristalino Isométrico
Hábito cristalino cúbico, octaédrico
Grupo espacial F m3m
Propriedades físicas
Densidade +- 3,18
Dureza 4
Clivagem octaédrica, perfeita
Brilho Vítreo
Opacidade Transparente a translúcida
Risca Branco

A fluorita (português brasileiro) ou fluorite (português europeu) é um mineral comum, cujo nome provém do latim fluere devido à sua fácil fusão; é composto basicamente de fluoreto de cálcio (CaF2), transparentes a translúcidos, de cor muito variável, com clivagem perfeita {111}. Possui hábito transparente, categorizada no sistema cristalino isométrico ou cúbico[1]. Apresenta brilho vítreo, densidade relativa 3.18. É o quarto termo da Escala de Mohs de dureza, tendo dureza igual a 4. São frequentes maclas de interpenetração.

Este mineral não reage com HCl, ou seja, não ocorre efervescência.

Tipos de ocorrência

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Cristais cúbicos de fluorita da China.

Pode ocorrer em veios hidrotermais juntamente com minerais metálicos, como a esfalerita, galena, barita, quartzo e calcite. Pode estar presente em granitos e calcários.

As jazidas mais importantes situam-se na Alemanha, Suíça, Inglaterra, Noruega, México, Canadá e Estados Unidos.

Usos e aplicações

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Crawford Cup, taça de fluorita esculpida entre 50-100 EC no Império Romano e exposta no Museu Britânico.

Utilizada em siderurgia como fundente, na obtenção do ácido fluorídrico de onde se extrai flúor e ítrio, bem como na indústria de vidros, esmalte, instrumentos ópticos e cerâmica. Já na indústria química a fluorita é utilizada para a obtenção do flúor elementar, fluoretos inorgânicos e ácido fluorídrico, utilizado na fabricação da criolita e do fluoreto de alumínio, vitais na indústria do alumínio. A fluorita é relativamente pouco tóxica, quando comparada a outros compostos fluoretados sendo, inclusive, usada em ornamentos como colares, cristais captadores de energia dentre outros. Entretanto, como qualquer outro composto, sua ingestão é extremamente prejudicial nas doses acima do tolerável para fluoretação da água (p.p.:1,5 mg/litro (PARA FLUORETO)[1].Segundo a CETESB: Prejudicial se ingerido. Não é irritante para a pele e para os olhos [2]. É comum encontrá-la a venda em lojas de artigos místicos.

A fluorite vem sendo produzida no Brasil para o uso principalmente na industria siderúrgica, para a fabricação de ferro-ligas. Encontra-se nos estados do Rio de Janeiro (Tanguá), Bahia, Paraná e Santa Catarina.

A fluorite ocorre, em quantidade, na Inglaterra. Encontra-se, comumente, nas minas da Alemanha, Suíça, do Tirol, da República Tcheca e da Noruega. Os grandes produtores de fluorita comercial (espatoflúor) são China, Mongólia, México e África do Sul, além de Canadá, Alemanha e Argentina (Fluorite Córdoba).

Fluorescência

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A fluorita dá o nome ao fenômeno de fluorescência, uma vez que muitas amostras fluorescem fortemente sob luz ultravioleta. A fluorescência pode dever-se a impurezas como o ítrio ou matéria orgânica contidas na estrutura cristalina. Exibe ainda termoluminescência.

Referências

  1. KLEIN, Cornelis; DUTROW, Barbara. *Manual de Ciência dos Minerais*. 23. ed. Porto Alegre: Bookman, 2008. ISBN 978-85-363-1147-0.
  • Branco, Pércio de Moraes, 2008, Dicionário de Mineralogia e Gemologia, São Paulo, Oficina de Textos, 608 p. il.
  • KLEIN, Cornelis; DUTROW, Barbara. Manual de Ciência dos Minerais. 23. ed. Porto Alegre: Bookman, 2008. ISBN 978-85-363-1147-0.