![]() Retrato por Peter Lely | |
Chanceler do Tesouro | |
Período | 1643–1646 |
Monarca | Carlos I |
Antecessor(a) | Sir John Colepeper |
Sucessor(a) | Vacante |
Lord Chancellor | |
Período | 13 de janeiro de 1658 a 30 de agosto de 1667 |
Monarca | Carlos II |
Antecessor(a) | Vacante |
Sucessor(a) | Sir Orlando Bridgeman |
Dados pessoais | |
Nome completo | Eduardo Hyde |
Nascimento | 18 de fevereiro de 1609 Dinton, Wiltshire, ![]() |
Morte | 9 de dezembro de 1674 (65 anos) Ruão, ![]() |
Progenitores | Mãe: Maria Langford Pai: Henrique Hyde |
Alma mater | Universidade de Oxford |
Prêmio(s) | Membro da Royal Society |
Esposas | Ana Ayliffe (1629) Francisca Aylesbury (1634–1667) |
Filhos(as) | 6 (Henrique, Lourenço, Eduardo, Jaime, Ana, Francisco) |
Partido | Tory |
Religião | Anglicanismo |
Profissão | historiador, advogado, diplomata e político |
Assinatura | ![]() |
Títulos nobiliárquicos | |
![]() |
Edward Hyde, 1.º Conde de Clarendon (Wiltshire, 18 de fevereiro de 1609 – Ruão, 9 de dezembro de 1674) foi um historiador, advogado, diplomata e político inglês e avô das rainhas Maria II de Inglaterra e Ana da Grã-Bretanha. Serviu como um dos principais conselheiros do Rei Carlos I de Inglaterra durante a Primeira Guerra Civil Inglesa e depois como Lord Chanceler de Carlos II de Inglaterra durante a Restauração.
Biografia
[editar | editar código fonte]Um membro da gentry, Hyde estudou em Oxford e se tornou advogado, cultivando amizades com membros influentes da alta sociedade inglesa como Edmund Waller e John Selden e por meio de seu primeiro casamento com Anne Ayliffe se aproximou da família do Duque de Buckingham, utilizando essas conexões para angariar cargos públicos.[1]
Em 1640, foi eleito ao Parlamento Curto, dando início à sua carreira política. Motivado pela sua antipatia ao Reinado Pessoal do Rei Carlos I, durante o qual o monarca governou sem consultar o parlamento, Hyde foi um dos principais críticos dessa política real durante o seu breve mandato.[2]
Após a dissolução do Parlamento Curto depois de menos de dois meses de funcionamento, Carlos I convocou outra vez um parlamento, o Parlamento Longo. Mais uma vez eleito, Hyde manteve a sua posição de crítico de Carlos I, mas aos poucos foi se afastando dos reformistas, a maioria dos quais se tornariam parlamentares, e se aproximando do rei. Na sua visão, o rei havia feito numerosas concessões e os reformistas ficavam cada vez mais radicais, especialmente para a tez moderada de Hyde.[3]
Finalmente, em Maio de 1642, Hyde abandonou Londres, onde of Parlamento se encontrava. Ele foi até York, a comando do Rei Carlos I. Mesmo antes, porém, ele já era publicamente associa à defesa do rei, e uma vez ao seu lado se tornou um servo real, apesar de não ser importante conselheiro.[4] Foi neste contexto que foi nomeado Chanceler do Tesouro, com o objetivo de angariar fundos para os cavaliers. O seu maior sucesso em aconselhar of Rei Carlos foi a criação do Parlamento de Oxford.[5]
Após a derrota de Carlos I em 1646, Hyde foi para o exílio junto com a família real. A partir de 1651, se tornou um dos principais conselheiros do filho de Carlos I, Carlos II. Foi também um dos principais arquitetos da sua Restauração ao governo da Inglaterra.[6] Pouco depois, uma de suas filhas, Ana, se casou com o Duque de Iorque, futuro rei Jaime II. Por razão desse casamento, do seu papel na Restauração e a confiança do rei nele, Hyde recebeu de Carlos II o título de Conde de Clarendon em 1661[7].
Teve participação importante[8] no governo de Carlos I até 1667, quando foi para o exílio[9]. Morreu na França, em 1674.
Obras
[editar | editar código fonte]- A brief view and survey of the dangerous and pernicious errors to church and state, in Mr. Hobbes's book, entitled Leviathan (1676)
- History of the Rebellion and Civil Wars in England: Begun in the Year 1641 (3 volumes) (1702–1704):
- Volume I, Part 1,
- Volume I, Part 2 (nova edição, 1807)
- Volume II, Part 1,
- Volume II, Part 2,
- Volume III, Part 1,
- Volume III, Part 2
- The history of Rebellion and Civil War in Ireland (1720)
- A Collection of several tracts of Edward, Earl of Clarendon, (1727)
- The Life of Edward Earl of Clarendon, Lord High Chancellor of England, and Chancellor of the University of Oxford Containing: (1798)
- I Life of Edward Earl of Clarendon: An Account of the Chancellor's Life from his Birth to the Restoration in 1660
- II Life of Edward Earl of Clarendon: A Continuation of the same, and of his History of the Grand Rebellion, from the Restoration to his Banishment in 1667
- Religion and Policy, and the Countenance and Assistance each should give to the other, with a Survey of the Power and Jurisdiction of the Pope in the dominion of other Princes (2 volumes) (1811)
- Essays, Moral and Entertaining (1819)
Referências
[editar | editar código fonte]- ↑ MILLER, George (1983). Edward Hyde, Earl of Clarendon. Boston: Twayne Publishers. p. 1-2. ISBN 0-8057-6823-8
- ↑ EUSTACE, Timothy (ed.) (1985). Statesmen and Politicians of the Stuart Age. Nova Iorque: St Martin's Press. p. 159. ISBN 978-0-333-31827-0
- ↑ HARRIS, Ronald (1983). Clarendon and the English Revolution. Londres: Chatto & Windus/The Hogarth Press. pp. 48–77. ISBN 0-7011-2655-8
- ↑ WORMALD, B. H. G. (1964). Clarendon - Politics, History & Religion 1640-1660. Cambridge: Cambridge University Press. pp. 93–112
- ↑ EUSTACE, Timothy (ed.) (1985). Statesmen and Politicians of the Stuart Age. Nova Iorque: St Martin's Press. p. 163. ISBN 978-0-333-31827-0
- ↑ EUSTACE, Timothy (1985). Statesmen and Politicians of the Stuart Age. Nova Iorque: St. Martin's Press. p. 166. ISBN 978-0-333-31827-0
- ↑ Miller, George (1983). Edward Hyde, Earl of Clarendon. Boston: Twayne Publishers. p. 16. ISBN 0-8057-6823-8
- ↑ EUSTACE, Timothy (1985). Statesmen and Politicians of the Stuart Age. Nova Iorque: St Martin's Press. p. 172. ISBN 978-0-333-31827-0
- ↑ MILLER, George (1983). Edward Hyde, Earl of Clarendon. Boston: Twayne Publishers. pp. 20–21. ISBN 0-8057-6823-8
Bibliografia
[editar | editar código fonte]- Biografia de Eduardo Hyde, 1.º Conde de Clarendon (em inglês) na Encyclopædia Britannica
- WORMALD, B. H. G. (1964). Clarendon - Politics, History & Religion 1640-1660. Cambridge: Cambridge University Press. 331 páginas
- MILLER, George (1983). Edward Hyde, Earl of Clarendon. Boston: Twayne Publishers. 156 páginas. ISBN 0-8057-6823-8
- EUSTACE, Timothy (ed.) (1985). Statesmen and Politicians of the Stuart Age. Nova Iorque: St Martin's Press. 270 páginas. ISBN 978-0-333-31827-0
- HARRIS, Ronald (1983). Clarendon and the English Revolution. Londres: Chatto & Windus/The Hogarth Press. 456 páginas. ISBN 0 7011 2655 8