Babe Didrikson
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campeã olímpica | ||||||||||||||||
Atletismo | ||||||||||||||||
Nome completo | Mildred Ella Didrikson Zaharias | |||||||||||||||
Apelido | Babe | |||||||||||||||
Nascimento | 26 de junho de 1911 Port Arthur, Estados Unidos | |||||||||||||||
Nacionalidade | ![]() | |||||||||||||||
Morte | 27 de setembro de 1956 (45 anos) Galveston, Estados Unidos | |||||||||||||||
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Mildred "Babe" Didrikson Zaharias (Port Arthur, 26 de junho de 1911 — Galveston, 27 de setembro de 1956) foi uma multiatleta norte-americana bicampeã olímpica do atletismo, eleita em 1949 pela Associated Press como a “Atleta Feminina da Primeira Metade do século XX”.[1] Ainda criança, Mildred ganhou o apelido "Babe", segundo o lendário jogador de beisebol Babe Ruth, por sua habilidade em bater a bola de beisebol mais longe que qualquer outra pessoa em sua cidade.
Carreira
[editar | editar código fonte]Filha de imigrantes noruegueses nascida no Texas – seu nome de batismo era Didriksen, depois mudado para Didrikson –[2] em 1930, depois de se destacar no basquete e no atletismo no Colégio Beaumont, foi contratada pela Employers Casualty Company de Dallas para jogar pelo time de basquete da companhia no campeonato patrocinado pela União Atlética Amadora (Amateur Athletic Union - AAU). Dado que seu status de amadora terminaria se fosse contratada como atleta, a companhia contratou-a como “secretária”, pondo logo em seguida uma bola de basquete em suas mãos..[3] Ela competiu em nome da companhia também no atletismo. Nas seletivas de atletismo da AAU, com vistas a formar a equipe de atletismo norte-americana para os Jogos Olímpicos de 1932, em Los Angeles. Didrikson ganhou cinco das oito provas em que competiu, estabelecendo recordes mundiais em arremesso de dardo, 80 metros com barreiras e salto em altura.[2]
Em Los Angeles 1932, Babe Didrikson conquistou duas medalhas de ouro. Tinha se qualificado para competir em cinco modalidades, porém o regulamento limitava em apenas três eventos a participação individual de um atleta. Um dia depois de ter estabelecido novo recorde mundial para o lançamento de dardo, marcou também um novo recorde mundial nos 80 metros com barreiras, batendo Evelyn Hall por décimos de segundo.[4] Na prova de salto em altura terminou em segundo, conquistando a medalha de prata, empatada com a vencedora, a compatriota Jean Shiley, devido a que os árbitros não aprovaram seu estilo de salto, que passava a cabeça antes do corpo.[5]
Vida posterior
[editar | editar código fonte]Após os Jogos, Didrikson resolveu aproveitar-se de seu novo status de celebridade, viajando pelo país com times de beisebol e basquete e tocando harmônica no circuito de vaudeville, inclusive gravando um disco.[6] Naquele ano, foi indicada pela Associated Press como a Atleta Feminina do Ano pela primeira vez. Em 1933, "Babe" passou a se dedicar ao golfe. Ela se tornou tão arrasadoramente dominante nesse esporte que ganharia o prêmio de Melhor Atleta Feminina da Associated Press cinco vezes mais, num esporte que viria a praticar quando tinha já mais de 20 anos. Durante sua carreira como golfista, Didrikson mostrou-se pouco disposta a “melhorar o visual” diante das câmeras, como pedia a imprensa. Quando lhe foi perguntado, por ocasião do Torneio Nacional de Celebridades, como podia uma moça lançar a bola do golfe tão longe, Babe retrucou “basta levantar as cadeiras e girar”. Didrikson ganhou 82 torneios de golfe.
Em 1949 ajudou a fundar a LPGA (Associação Feminina Profissional de Golfe). A despeito de seu impressionante cartel, o pedido de Didrikson de participar do Aberto Nacional de Golfe, organizado pela USGA (Associação de Golfe dos Estados Unidos), órgão que comandava o golfe masculino, foi reiteradamente negado. Embora o regulamento da USGA não proibisse especificamente, à época, a participação de mulheres, as regras foram logo alteradas para permitir que somente homens pudessem inscrever-se nos torneios organizados pela associação.[7]
Em abril de 1953 Babe soube que tinha câncer.[1] Os médicos extirparam o tumor porém descobriram que a enfermidade já se tinha estendido pelos nodos da linfa e que era inoperável. Quatorze semanas mais tarde participou de um torneio. No ano seguinte realizou outra grande temporada, conquistando o seu terceiro US Open e outros quatro títulos mais, que levaram a que fosse eleita pela sexta vez como a “Mulher Atleta do Ano”.
Em 1955 conseguiria ganhar seu derradeiro torneio. No entanto, as dores provocadas pelo câncer a fizeram abandonar definitivamente o esporte. Morreu em 27 de setembro de 1956 em Galveston, Texas, seu estado natal, aos 45 anos.[1]
Referências
- ↑ a b c «Babe Zaharias Dies; Athlete Had Cancer». NY Times. Consultado em 30 agosto 2023
- ↑ a b Schwartz, Larry. «Didrikson was a woman ahead of her time». ESPN. Consultado em 10 setembro 2007
- ↑ «Remembering A 'Babe' Sports Fans Shouldn't Forget». NPR. Consultado em 2 agosto 2015
- ↑ «Record of Achievement». babedidriksonzaharias.org. Consultado em 12 abril 2007
- ↑ Evans, Hilary; Gjerde, Arild; Heijmans, Jeroen; Mallon, Bill; et al. «Perfil de Babe Didrikson». Sports Reference LLC (em inglês). Olympics em Sports-Reference.com. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2016
- ↑ «Babe Didrikson Zaharias Biography». PoemHunter.com. Consultado em 12 novembro 2018
- ↑ «The Babe 'Not Welcome' In National Open Play». The Telegraph Herald. Dubuque, Iowa. AP. p. 11. Consultado em 1 fevereiro 2012