
Este artigo não cita fontes confiáveis. (Agosto de 2019) |
As Troianas | |
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![]() Estátua de Eurípides. | |
Autoria | Eurípides |
Coro | Mulheres Troianas escravizadas |
Enredo | |
Personagens | Posidão Atena Hécuba Taltíbio Cassandra Andrômaca Menelau Helena |
Cenário | Acampamento dos gregos na planície troiana |
As Troianas é uma obra de Eurípides que retrata o final da Guerra de Troia a partir do feminino. Mostra o que ocorre com as prisioneiras troianas. A peça de Eurípides estreou em 415 AC, em Atenas, e era parte de uma triólogia dedicada a guerra de Troia da qual as outras obras (Alexandros e Palamedes) se perderam restando apenas fragmentos. A obra mostra o horror da guerra pelo ponto de vista das mulheres escravizadas tendo como protagonista a rainha de Troia Hécuba. Escrita pouco depois do brutal ataque a Melos em que Atenas mataria praticamente todos os homens em idade adulta e escravizaria as mulheres, e peça e vista como uma denuncia politica não apenas dos crimes na mitica Troia, mas também na época do autor.
Sinopse
[editar | editar código fonte]A primeira cena da peça, seu prologo, se passa entre os deuses Posidon e Atena. Furiosa com a brutalidade dos gregos que ela antes defendera e, sobretudo, com o ato de Ajax Locrian contra Cassandra em seu templo, a deusa pede a Posídon que mande uma tempestade para destruir a frota grega.
Em seguida a peça de move para a praia de Troia, onde após a queda da cidade, as mulheres são escravizadas e aguardam para saber quem serão seus novos senhores. As mulheres troianas formam o coro e dialogam com a rainha Hecuba que esta devastada depois da morte de quase todos os seus filhos e márido. Taltíbio, o arauto dos gregos, faz vários anuncios dramáticos. Primeiro, entra em cena Cassandra, que é dada como escrava e concubina a Agamemnon apesar de ser uma sacerdotisa dedicada a Apolo. Cassandra se alegra, porém, com a situação pois vê em suas profecias que esse seria o primeiro passo para a morte de Agamemnon o que vingaria seus parentes e Troia. Depois, se anuncia que Polixena, filha de Hécuba, será sacrificada no túmulo de Aquiles.
Helena de Troia e seu marido Menelau entram em cena e Hécuba tem um embate com Helena que ela considera a culpada pela guerra e deseja ver punida. Andrómaca será dada como escrava ao filho de Aquiles, Neoptólemo. Hecuba tenta consolá-la e sugere que ela pense no filho, mas logo o arauto grego chega com a notícia que Astiánax, filho de Andromaca e Heitor, será morto. A cena da morte de Astíanax é momento mais dramático que termina com Hecuba no chão, batendo na terra para chamar, junto com as outras mulheres troianas, o mortos. [1]
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Peças de Eurípides
O Ciclope | Alceste | Medeia | Os Heráclidas | Hipólito | Andrômaca | Hécuba | As Suplicantes | Electra | Héracles | As Troianas | Ifigênia em Táuris | Íon | Helena | As Fenícias | Orestes | As Bacantes | Ifigênia em Áulide | Reso (atribuída)
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- ↑ Eurípedes (2007). As Troianas. Rio de Janeiro: Zahar. pp. 1–100. ISBN 9788537809808