United States Agency for International Development | |
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Resumo da Agência | |
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Formação | 3 de novembro de 1961 (63 anos) |
Dissolução | 1 de julho de 2025 (1 mês) (Absorvida pelo Departamento de Estado) |
Tipo | Agência |
Sede | Washington, D.C., Estados Unidos |
Sigla | USAID |
Lema | "Do povo americano" |
Empregados | 10.235 (2016)[1] |
Orçamento anual | US$ 50 bilhões (2023) |
Executivos da agência |
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A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (em inglês: United States Agency for International Development, USAID) foi uma agência oficial de ajuda humanitária que respondia por mais da metade de toda a assistência externa dos Estados Unidos — foi a maior do mundo em termos financeiros em dólares. A agência mantinha operações em mais de 100 países, principalmente na África, Ásia, América Latina, Oriente Médio e Europa Oriental.
Em 2025, no início de sua segunda administração Donald Trump anunciou mudanças significativas na USAID. O presidente Trump determinou um congelamento quase total da assistência externa. Além disso, Elon Musk, à frente do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental, declarou a intenção de desmantelar a USAID.[2]
No início de março, o secretário de estado Marco Rubio anunciou que 83% dos programas da USAID seriam cancelados.[3] No final de março, o executivo da USAID, Jeremy Lewin, anunciou planos para integrar os programas restantes ao Departamento de Estado até 1º de julho, "após consultas com o Congresso".[4]
A agência foi dissolvida em 1° de julho de 2025 e suas funcionalidades restantes foram absorvidas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.[5]
Criação
[editar | editar código fonte]O Congresso aprovou a Lei de Assistência Estrangeira em 4 de setembro de 1961, que reorganizou os programas de assistência estrangeira dos EUA e determinou a criação de uma agência para administrar a ajuda econômica. A USAID foi posteriormente estabelecida por uma ordem executiva do presidente John F. Kennedy, que buscou unificar várias organizações e programas de assistência estrangeira existentes sob uma única agência.[6] A USAID se tornaria a primeira organização de assistência estrangeira dos EUA cujo foco principal era o desenvolvimento socioeconômico de longo prazo.
O Congresso autorizava os programas da USAID na Lei de Assistência Estrangeira,[7] complementando-os por meio de diretrizes em leis anuais de apropriação de fundos e outras legislações. Como um componente oficial da política externa dos EUA, a USAID operava sob a orientação do presidente, do secretário de Estado e do Conselho de Segurança Nacional.[8]
Propósito
[editar | editar código fonte]A rede descentralizada de missões de campo residentes da USAID foi utilizada para gerenciar programas do governo dos EUA em países de baixa renda para diversos fins, incluindo:
- Assistência em desastres
- Combate à pobreza
- Cooperação técnica em questões globais, incluindo o meio ambiente
- Interesses bilaterais dos EUA
- Desenvolvimento socioeconômico
Assistência em desastres
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Alguns programas de ajuda estrangeira dos Estados Unidos enviavam auxílio para crises causadas por guerras. Em 1915, o governo americano, por meio da Comissão de Ajuda à Bélgica, liderada por Herbert Hoover, evitou a fome no país após a invasão alemã. Após 1945, o Programa de Recuperação da Europa, liderado pelo Secretário de Estado George Marshall (conhecido como "Plano Marshall"), ajudou a reconstruir a Europa Ocidental devastada pela guerra.
A USAID coordenou os esforços de resposta a guerras e desastres por meio de seu Departamento de Assistência Humanitária, liderado pelo coordenador federal para assistência a desastres internacionais.
Combate à pobreza
[editar | editar código fonte]Após 1945, muitos países recém-independentes precisavam de assistência para aliviar a privação crônica que afligia suas populações de baixa renda. A USAID e suas agências predecessoras forneciam continuamente ajuda para o alívio da pobreza de diversas formas, incluindo assistência a serviços de saúde pública e educação voltados para os mais pobres. A USAID também ajudou a gerenciar a assistência alimentar fornecida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Questões globais
[editar | editar código fonte]A cooperação técnica entre nações era essencial para abordar uma série de questões transnacionais, como doenças transmissíveis, problemas ambientais, cooperação em comércio e investimentos, padrões de segurança para produtos comercializados, lavagem de dinheiro, políticos, entre outros. Os Estados Unidos possuíam agências federais especializadas nesses setores, como os Centros de Controle de Doenças (CDC) e a Agência de Proteção Ambiental (EPA).
Meio ambiente
[editar | editar código fonte]Entre esses interesses globais, as questões ambientais recebiam grande atenção. A USAID apoiava projetos que conservam e protegem terras, águas, florestas e a vida selvagem ameaçadas. Além disso, a USAID auxiliou em projetos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a resiliência aos riscos associados às mudanças climáticas globais.[9] As leis de regulamentação ambiental dos EUA exigiam que os programas patrocinados pela USAID seriam tanto economicamente quanto ambientalmente sustentáveis.
Modos de assistência
[editar | editar código fonte]Assistência técnica
[editar | editar código fonte]A assistência técnica incluía aconselhamento especializado, treinamentos, bolsas de estudo, construção e fornecimento de bens. A USAID contratava ou adquiria a assistência técnica e a fornecia diretamente aos beneficiários. Para serviços de consultoria técnica, a USAID recorria a especialistas do setor privado, principalmente do próprio país assistido, além de agências especializadas do governo dos EUA. Muitos líderes governamentais já utilizaram a assistência técnica da USAID para desenvolver sistemas de TI e adquirir hardware de computador para fortalecer suas instituições.
Para desenvolver a expertise local e a liderança, a USAID financiava bolsas de estudo em universidades dos EUA e auxilia no fortalecimento das universidades dos países em desenvolvimento. Programas universitários locais em setores estratégicos para o desenvolvimento eram apoiados diretamente e por meio de parcerias entre universidades do país beneficiado e universidades dos EUA.
As diversas formas de assistência técnica eram frequentemente coordenadas como pacotes de fortalecimento institucional para o desenvolvimento de instituições locais.
Assistência financeira
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A assistência financeira da USAID fornecia recursos monetários para organizações de países em desenvolvimento a fim de complementar seus orçamentos. A USAID também concedia assistência financeira a ONGs locais e internacionais, que, por sua vez, oferecem assistência técnica nos países em desenvolvimento. Embora a USAID anteriormente fornecesse empréstimos, nos últimos anos toda a assistência financeira foi concedida na forma de subsídios não reembolsáveis.
Nos últimos anos de operações da agência, os Estados Unidos enfatizaram mais a assistência financeira do que a assistência técnica. Em 2004, a administração Bush criou a Millennium Challenge Corporation, uma agência de ajuda externa que focava principalmente em assistência financeira. Em 2009, a administração Obama promoveu um grande realinhamento dos programas da USAID para priorizar a assistência financeira, referindo-se a ela como assistência "governo a governo" (G2G).
Missões de campo
[editar | editar código fonte]A USAID embora tinha uma presença mínima em um país, com apenas uma pessoa designada para a Embaixada dos EUA, uma missão completa da USAID em um país maior poderia contar com vinte ou mais oficiais do Serviço Externo da USAID e cem ou mais funcionários profissionais e administrativos do próprio país.
A equipe da missão da USAID era dividida em escritórios especializados em três grupos: (1) escritórios de gestão de assistência; (2) o escritório do diretor da missão e o escritório de programas; e (3) os escritórios de contratação, gestão financeira e instalações.[10]
Escritórios de Gestão de Assistência
[editar | editar código fonte]Chamados de "escritórios técnicos" pelos funcionários da USAID, esses escritórios projetavam e gerenciavam a assistência técnica e financeira que a USAID oferecia aos projetos dos seus contra-parte locais. Os escritórios técnicos frequentemente encontrados nas missões da USAID incluíam Saúde e Planejamento Familiar, Educação, Meio Ambiente, Democracia e Crescimento Econômico.
Saúde e Planejamento Familiar
[editar | editar código fonte]Exemplos de projetos assistidos pelos escritórios de Saúde e Planejamento Familiar das missões incluem projetos para erradicação de doenças transmissíveis, fortalecimento de sistemas de saúde pública com foco na saúde materno-infantil, incluindo serviços de planejamento familiar, monitoramento de HIV/AIDS, fornecimento de suprimentos médicos, incluindo contraceptivos, e coordenação de Pesquisas Demográficas e de Saúde. Essa assistência é principalmente direcionada à maioria pobre da população e corresponde ao objetivo de alívio da pobreza da USAID, além de fortalecer a base para o desenvolvimento socioeconômico.
Meio ambiente
[editar | editar código fonte]Exemplos de projetos assistidos pelos escritórios de meio ambiente incluíam projetos para a conservação de florestas tropicais, proteção das terras de povos indígenas, regulamentação das indústrias pesqueiras marinhas, controle de poluição, redução de emissões de gases de efeito estufa e ajuda às comunidades para se adaptarem às mudanças climáticas. A assistência ambiental correspondia ao objetivo de cooperação técnica da USAID em questões globais, além de estabelecer uma base sustentável para o objetivo de desenvolvimento socioeconômico da USAID a longo prazo.
A USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) tinha o programa HEARTH (Saúde, Ecossistemas e Agricultura para Sociedades Resilientes e Prósperas), que operava em 10 países com 15 atividades que seriam voltadas para promover a conservação de paisagens ameaçadas e melhorar o bem-estar das comunidades, fazendo parcerias com o setor privado para alinhar os objetivos empresariais com os objetivos de desenvolvimento. Através do HEARTH, a USAID implementaria os princípios de One Health para alcançar benefícios sustentáveis tanto para as pessoas quanto para o meio ambiente, por meio de projetos focados em meios de subsistência, bem-estar, conservação, biodiversidade e governança.[11]
Democracia
[editar | editar código fonte]Exemplos de projetos assistidos pelos escritórios de Democracia incluíam projetos para as instituições políticas do país, como eleições, partidos políticos, legislaturas e organizações de direitos humanos. As contra-partes incluíram o setor judiciário e organizações da sociedade civil que monitoram o desempenho do governo. A assistência à democracia recebeu seu maior impulso na época da criação dos estados sucessores da URSS, a partir de cerca de 1990, correspondiam tanto ao objetivo da USAID de apoiar os interesses bilaterais dos EUA quanto ao objetivo de desenvolvimento socioeconômico da USAID.
Relatório do The Grayzone, que supostamente revelou que programas apoiados pelos EUA em Bangladesh encomendaram canções de rap projetadas para incitar protestos de rua e reforma política. "Esses documentos que o The Grayzone publicou têm duas canções de rap em Bangladesh com versos como se tivessem sido projetadas para inspirar sentimentos antigovernamentais e promover protestos de rua e reforma política. Quero dizer, literalmente escrever álbuns de rap para fazer as pessoas irem às ruas e fazerem exatamente o motim que o Departamento de Estado quer para desestabilizar o país."[12]
Em resposta a um vídeo discutindo essas alegações, Benz reiterou que o Departamento de Estado recrutou 22 artistas de vários países, incluindo Austrália, Áustria, Bangladesh, Camarões, França, Índia e África do Sul, para treiná-los em "engajamento juvenil e uso da arte como ativismo". O programa envolveu levar esses músicos para Washington, DC, para um período de treinamento intensivo.[13]
Crescimento econômico
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Exemplos de projetos frequentemente associados aos escritórios de Crescimento Econômico incluíram projetos para melhorias nas técnicas agrícolas e no marketing (a missão pode ter um escritório especializado em "Agricultura"), desenvolvimento de indústrias de microfinanças, simplificação das administrações aduaneiras (para acelerar o crescimento das indústrias exportadoras) e modernização das estruturas regulatórias governamentais para a indústria em vários setores (telecomunicações, agricultura, etc.). Nos primeiros anos da USAID e em alguns programas maiores, os escritórios de Crescimento Econômico financiaram infraestrutura econômica, como rodovias e usinas de energia elétrica. Assim, a assistência ao Crescimento Econômico era bastante diversificada em termos de setores nos quais podia atuar. Correspondendo ao objetivo de desenvolvimento socioeconômico da USAID que segundo a agência era a fonte de redução sustentável da pobreza. Os escritórios de Crescimento Econômico também gerenciam ocasionalmente assistência a projetos de alívio da pobreza, como programas governamentais que fornecem pagamentos de "transferência de dinheiro" para famílias de baixa renda.
História (1961-2025)
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Pessoal Discursos Legado e memoriais
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Quando o governo dos EUA criou a USAID em novembro de 1961, ele se baseou em um legado de agências anteriores de assistência ao desenvolvimento, com suas equipes, orçamentos e procedimentos operacionais. A agência predecessora da USAID já era substancial, com 6.400 funcionários dos EUA em missões de campo em países em desenvolvimento em 1961. Exceto pelos anos de pico da Guerra do Vietnã, de 1965 a 1970, esse número de funcionários de campo foi maior do que a USAID teria no futuro, e o triplo do número de funcionários que a agência teria nas missões de campo desde o ano 2000.[a]
Após sua posse como presidente em 20 de janeiro de 1961, John F. Kennedy criou o Corpo da Paz por Ordem Executiva em 1º de março de 1961. Em 22 de março, ele enviou uma mensagem especial ao Congresso sobre ajuda externa, afirmando que a década de 1960 deveria ser a "Década do Desenvolvimento" e propondo unificar a administração da assistência ao desenvolvimento dos EUA em uma única agência. Ele enviou um projeto de "Lei de Desenvolvimento Internacional" ao Congresso em maio, e a resultante "Lei de Assistência Externa" foi aprovada em setembro, revogando a Lei de Segurança Mútua. Em novembro, Kennedy assinou a lei e emitiu uma Ordem Executiva incumbindo o Secretário de Estado de criar, dentro do Departamento de Estado, a "Agência para o Desenvolvimento Internacional" (ou A.I.D., que depois foi rebatizada como USAID),[b] como sucessora tanto da ICA quanto do Fundo de Empréstimos para Desenvolvimento.[c] Com essas ações, os EUA criaram uma agência sob a orientação política do Departamento de Estado, para implementar, por meio de missões de campo residentes, um programa global de assistência técnica e financeira para países de baixa renda.
Segundo mandato de Donald Trump e Dissolução da Agência
[editar | editar código fonte]Em janeiro de 2025, o Presidente Donald Trump ordenou um congelamento quase total de toda a ajuda estrangeira.[17] Alguns dias depois, o Secretário de Estado Marco Rubio emitiu uma isenção para ajuda humanitária. Apesar da isenção, ainda havia muita confusão sobre o que as agências poderiam fazer. Mais de 1.000 funcionários e contratados da USAID foram demitidos após o quase total congelamento da assistência global americana implementado pelo presidente. Matt Hopson, chefe administrativo da USAID nomeado pela administração de Donald Trump, renunciou.
Em 27 de janeiro, o site da agência foi desativado. Em 3 de fevereiro de 2025, Elon Musk, chefe do Departamento de Eficiência Governamental, anunciou que estava no processo de fechar a USAID, chamando-a de "organização criminosa" que era "irreparável".[18][19] Ainda no dia 3 de fevereiro, o Secretário de Estado Marco Rubio anunciou que havia sido nomeado por Trump como Administrador Interino da USAID e que a agência seria fundida com o Departamento de Estado. A legalidade dessas ações é contestada, uma vez que a agência foi criada por meio da Foreign Assistance Act.[20][21]
Foi anunciado que, em 7 de fevereiro de 2025, às 23h59 (EST), todo o pessoal contratado diretamente pela USAID será colocado em licença administrativa globalmente, com exceção do pessoal designado responsável por funções críticas para a missão, liderança central e programas especialmente designados.[22]
No dia 1° de julho de 2025 a agência foi oficialmente dissolvida e as atividades restantes foram absorvidas ao Departamento de Estado dos Estados Unidos.[23]
Controvérsias e criticismo
[editar | editar código fonte]Envolvimento em Esterilização Involuntária no Peru
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No Peru, entre 1995 e 2000, a USAID foi acusada, juntamente com a UNFPA, de apoiar financeiramente um programa de esterilização forçada, implementado durante o governo de Alberto Fujimori. Segundo o Ministério da Saúde do Peru, nesse período 331.600 mulheres e 25.590 homens foram esterilizados.[24][25][26]
Operações políticas globalmente
[editar | editar código fonte]Documentos obtidos pelo WikiLeaks mostram que nas ações da USAID na Venezuela, entre os anos de 2004 e 2006, houve intenções de desestabilizar o governo do país. A USAID fez uma doação de 15 milhões de dólares a várias organizações civis, com o intuito de impulsionar a estratégia do ex-embaixador de Washington na Venezuela, William Brownfield, baseada em provocar uma fratura interna no chavismo, e em organizar os setores descontentes com as reformas realizadas pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).[27]
Em 3 de abril de 2014, a imprensa revelou que a partir de 2009, a USAID organizou e participou ativamente em uma operação secreta americana para derrubar o governo de Cuba, com a criação de uma rede falsa, similar ao twitter visando provocar uma "Primavera Cubana".[28] O programa foi financiado pelo governo dos EUA e criou uma rede supostamente independente, mas falsa, com o objetivo de criar uma comoção e incitar uma revolta popular levando a queda do governo cubano.[29] O programa, chamado de ZunZuneo, também armazena dados dos assinantes cubanos e informações demográficas, incluindo seu gênero, idade, receptividade e tendências políticas.[30]
O nome ZunZuneo se relacionada ao nome do pássaro colibri em Cuba - o zunzún. O projeto foi iniciado em 2009, depois da prisão do americano Alan Gross, que executava missão clandestina da USAID em Cuba e foi condenado à prisão quando foi descoberto.[31]
Os usuários não sabiam que o projeto foi criado por uma agência dos EUA ligada ao Departamento de Estado, nem que os americanos coletaram informações pessoais sobre eles para que esses dados fossem usados para fins políticos.
Os organizadores do ZunZuneo criaram o que parecia ser um negócio legítimo. Fizeram um portal de internet, e uma campanha, de maneira que os usuários pudessem se inscrever e enviar suas próprias mensagens de texto a grupos de sua escolha.
A USAID e seus contratantes tentaram esconder que o projeto tinha ligações diretas com Washington. Para tal, criaram uma rede de empresas de fachada com sede em Espanha e contas bancárias nas Ilhas Cayman, na tentativa de esconder as transações financeiras e recrutaram executivos de empresas privadas para fazer parte da fachada do projeto, de forma que não ficasse claro que o projeto foi financiado com o dinheiro dos contribuintes americanos e estava sendo executado pela USAID.[32]
"Não será mencionada a participação do governo dos Estados Unidos", disse um relatório da empresa Mobile Acord, uma das empresas que colaborou com o programa como contratadas. "É absolutamente crucial para o êxito a longo prazo do serviço e para garantir o cumprimento da missão."
USAID, estava promovendo festivais de cinema LGBT em Portugal onde alguns filmes promoviam o incesto.[33]
Reação do Governo Cubano
[editar | editar código fonte]A revelação do programa veio confirmar afirmações anteriores de Raúl Castro que em janeiro de 2014, havia afirmado que havia tentativas contra de introduzir o capitalismo neocolonial em Cuba.[34]
Ver também
[editar | editar código fonte]- Departamento de Eficiência Governamental
- Campanhas EFFECTS (Operações confidenciais)
- Acordos MEC-USAID
- CIDA
- PRISM (programa de vigilância)
- Operação de bandeira falsa
- Operação Mongoose
- Operação Northwoods
Notas e referências
Notas
- ↑ Dados dos relatórios da USAID, "Distribuição de Pessoal de 30 de junho de 1949 a 1976",,[14] "Apoio à Missão da USAID",[15] e o "Relatório de Pessoal da USAID ao Congresso" de 2016.[16]
- ↑ Os nomes das agências predecessoras frequentemente continuaram em uso popular. No Vietnã, na década de 1960, era comum se referir ao escritório da A.I.D. como 'USOM', enquanto no Peru, os operadores telefônicos da A.I.D. continuaram na década de 1960 atendendo as chamadas dizendo "Punto Cuatro" (Ponto Quatro).
- ↑ Em 1966, a ONU também integraria seu EPTA e o Fundo Especial em uma nova agência, o Programa de Desenvolvimento da ONU, ou PNUD.
Referências
- ↑ «Agency Financial Report, FY 2016» (PDF). USAID. p. 3. Consultado em 22 de dezembro de 2016. Arquivado do original (PDF) em 5 de setembro de 2018
- ↑ Site da USAID volta ao ar com nota de despedida; funcionários da agência serão postos de licença, Redação, G1, 5/02/2025
- ↑ Editor, Caroline Linton Associate Managing; Beast, Politics Caroline Linton is an associate managing editor on the political team for CBSNews com She has previously written for The Daily; Newsweek; Linton, amNewYork Read Full Bio Caroline (10 de março de 2025). «Secretary of state says 83% of USAID programs are being canceled - CBS News». www.cbsnews.com (em inglês). Consultado em 25 de abril de 2025
- ↑ Beitsch, Rebecca; Weixel, Nathaniel (28 de março de 2025). «Trump administration moves to eliminate USAID, firing remaining employees». The Hill (em inglês)
- ↑ News, A. B. C. «USAID programs now being run by State Department as agency ends operations». ABC News (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2025
- ↑ «Celebrating Sixty Years of Progress». USAID History. USAID. Cópia arquivada em 28 de janeiro de 2023
- ↑ «Foreign Service Act of 1980 (P.L. 96-465)» (PDF). Consultado em 27 de maio de 2013. Arquivado do original (PDF) em 19 de novembro de 2003
- ↑ «101.2 Primary Responsibilities». ADS 101 – Agency Programs and Functions (PDF). [S.l.: s.n.] p. 3. Consultado em 22 de dezembro de 2011. Arquivado do original (PDF) em 18 de novembro de 2003
- ↑ «Global Climate Change: Capacity Building». USAID. Consultado em 7 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2012
- ↑ «ADS Chapter 102: Agency Organization» (PDF). USAID. 2012. p. 23. Consultado em 13 de junho de 2017. Arquivado do original (PDF) em 30 de junho de 2017
- ↑ Shen, Jianzhong; Schwarz, Stefan (29 de março de 2023). «Introducing One Health Advances: a new journal connecting the dots for global health». One Health Advances. 1 (1). p. 1. PMC 10049891
. doi:10.1186/s44280-023-00011-1
- ↑ «'Dua Lipa, Taylor Swift': Former US official Mike Benz claims USAID used celebrities to 'destabilize governments'». The Times of India. 15 de fevereiro de 2025. ISSN 0971-8257. Consultado em 7 de abril de 2025
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- ↑ Distribution of Personnel: As of June 30, 1948 thru 1976 (PDF) (Relatório). Abril de 1977. PN-ADT-574. Consultado em 26 de fevereiro de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 26 de fevereiro de 2019
- ↑ «Supporting the USAID Mission: Staffing and Activities from Inception to Present Day» (PDF). 27 de novembro de 2007. PN-ADM-027. Consultado em 26 de fevereiro de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 26 de fevereiro de 2019
- ↑ USAID Staffing Report to Congress (PDF) (Relatório). USAID. Junho de 2016. Consultado em 27 de dezembro de 2017. Arquivado do original (PDF) em 3 de maio de 2017
- ↑ Hansler, Jennifer. «EUA congelam quase toda a assistência para programas no exterior». CNN Brasil. Consultado em 5 de fevereiro de 2025
- ↑ Hansler, Lauren Kent, Kevin Liptak, Jennifer. «Entenda o que é a USAID, agência que pode ser fechada pelo governo Trump». CNN Brasil. Consultado em 5 de fevereiro de 2025
- ↑ Harvey, Jennifer Hansler, Alex Marquardt, Lex (2 de fevereiro de 2025). «Elon Musk said Donald Trump agreed USAID needs to be 'shut down' | CNN Politics». CNN (em inglês). Consultado em 5 de fevereiro de 2025
- ↑ Novak, Matt (1 de fevereiro de 2025). «USAID Website Goes Offline as Trump Continues to Dismantle Government». Gizmodo (em inglês). Consultado em 5 de fevereiro de 2025
- ↑ Murray, Conor. «USAID Website Appears To Be Offline As Trump Administration Reportedly Moves To Put It Under State Department Control». Forbes (em inglês). Consultado em 5 de fevereiro de 2025
- ↑ «USAID Announcement». USAID. Consultado em 4 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 5 de fevereiro de 2025
- ↑ News, A. B. C. «USAID programs now being run by State Department as agency ends operations». ABC News (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2025
- ↑ USAID Supported Fujimori Sterilization Campaign; Seeks to Cover-Up Involvement
- ↑ Informe final Eesterlizaciones masivas en Perú
- ↑ From Anti-Natalist to Ultra-Conservative: Restricting Reproductive Choice in Peru, por Anna-Britt Coe.
- ↑ «As 10 funções da USAID, a mega agência humanitária da CIA». Carta Maior. Consultado em 20 de dezembro de 2021
- ↑ Traywick, Catherine A. «'Cuban Twitter' and Other Times USAID Pretended To Be an Intelligence Agency». Foreign Policy (em inglês). Consultado em 20 de dezembro de 2021
- ↑ Jornal O Globo: [1] EUA criaram Twitter falso para estimular dissidência em Cuba - 3 de abril de 2014 - Jornal O Globo]
- ↑ PARAÍBA.com.br: EUA confirmam projeto de 'Twitter cubano' e presidente pede respeito internacional | PARAÍBA.com.br Arquivado em 7 de abril de 2014, no Wayback Machine.
- ↑ RTP: EUA criaram “twitter cubano” para desestabilizar regime de Castro - Mundo - Notícias - RTP
- ↑ Gazeta do Povo: EUA planejaram rede social para estimular "Primavera Cubana" - Mundo - Gazeta do Povo
- ↑ Schmad, Robert (19 de julho de 2022). «The State Department Used Your Tax Dollars To Fund a Film Festival That Depicted Drag Queens, Incest, and Pedophilia» (em inglês). Consultado em 7 de abril de 2025
- ↑ Plano anticubano dos Estados Unidos corrobora denúncia de Raúl Castro: Noticias de Prensa Latina - Plano anticubano dos Estados Unidos corrobora denúncia de Raúl Castro